Política

Deputados se reúnem para reforçar "impeachment" contra Dilma

mnifestacap impeachmentA possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff começa a ganhar força nas articulações entre os deputados federais da oposição, ainda que especialistas no País garantam que, no momento, não há espaço para essa possibilidade, a exemplo do renomado advogado tributarista Ives Gandra, um dos defensores da ideia. Mesmo tendo na vice-presidência o peemedebista Michel Temer, os parlamentares do PMDB na Câmara de Deputados, em Brasília, realizaram uma reunião para reforçar o impedimento da presidente no cargo. O encontro fortalece ainda mais a ideia defendida pelo deputado federal Lúcio Vieira Lima de saída do partido da base aliada, como já fez o PDT e o PTB.
 
Segundo Lúcio, os dez deputados federais que participaram da reunião discutiram, dentre outras questões, uma forma de saída da crise política e econômica pela qual passa o governo federal. “O país está demonstrado que não vai aguentar [a crise]. Não estamos defendendo um impeachment, mas precisamos sair desta crise. Eu só vejo uma solução, o afastamento dela”, disse. A reunião ocorreu no mesmo dia em que o vice-presidente Temer fez um apelo ao Congresso pedindo união para combater a crise e não deixar que o povo brasileiro seja o mais prejudicado por ele, com inflação alta, queda de PIB e desemprego. O vice cobrou responsabilidade e fidelidade dos aliados nas votações da Casa e pediu que evitassem, nesse momento, as consideradas pautas-bomba, como, por exemplo, a votação da proposta que aumenta o salário dos servidores da Advocacia Geral da União, procuradores estaduais e municipais, além de delegados das polícias Federal e Civil.
 
 
 
O texto-base da proposta foi aprovado na madrugada de ontem, em primeiro turno no Plenário da Câmara. A preocupação de Temer e da base aliada é que a proposta custe ao governo mais de R$ 2,3 bilhões por ano, o que seria praticamente inviável diante do cenário. Ontem, Michel Temer disse que o pedido era indispensável. “Eu realmente ontem resolvi fazer um apelo e fiz um apelo como articulador político do governo. É preciso que alguém faça esse apelo e eu estou tomando, por isso, a liberdade de fazê-lo em nome do governo. O que vai precisar é diálogo, nada mais do que isso. Nós vamos continuar dialogando, não vamos nos impressionar com o dia de ontem, com o dia de hoje. Mas o alerta era indispensável – afirmou, em entrevista coletiva. Para Lúcio Vieira Lima, um dos que articulam na Câmara a saída do PMDB da base aliada, o pedido do vice-presidente é uma confirmação de que a presidente está enfraquecida. “Michel deu aquela declaração porque era necessária. Se fosse a presidente, iria piorar a situação.
 
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Ela não tem coragem de aparecer em público, não tem credibilidade”, destacou. Quando questionado pela Tribuna, durante entrevista exclusiva em junho, se era a favor ou contra o impeachment, o deputado respondeu: “Eu sou contra porque não vejo razões para o impeachment. Falta ainda, como diz no jargão político, o batom na cueca. Na época de Collor tiveram aquelas denúncias todas, mas o que estimulou o impeachment foi o Fiat Elba, quando pegou comprando com dinheiro público de corrupção, então ainda houve esse batom na cueca. Se fosse parlamentarismo, já teria terminado o governo dela. Porque aí você afasta e coloca um novo primeiro-ministro”, disse. Ele já chegou a afirmar ainda que o governo vai chegar ao fim aos trancos e barrancos. “Vai ser um governo que vai chegar ao seu fim aos trancos e barrancos, cada hora a presidente perdendo mais sua autoridade, se transformando mais em uma grande avestruz com esse comportamento que já está tendo que é enfiar a cabeça no buraco a ponto de a única agenda positiva da presidente ser andar de bicicleta”. (Tribuna da Bahia)

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