Cidades

SAJ: 'Moradores de rua' resistem em sair da Praça Renato Machado, "precisamos de um albergue, não temos pra onde ir"

SAJ - MORADORES  CORETONovamente o caso da Praça Renato Machado de Santo Antônio de Jesus gera polêmica na cidade, segundo informações passadas nesta tarde de terça-feira (23), dois flanelinhas que ali ainda residem brigaram entre si e, um atingiu a cabeça do outro com uma pedra, e os empresários estão assustados com essa situação. Mesmo com as atuações da Secretaria de Ação Social em prol de sua retirada, os moradores de rua resistem a sair do coreto porque não tem para onde ir.

Nesta manhã de terça, a secretaria esteve novamente conversando com as flanelinhas e um deles, de prenome Wellington disse o que foi conversado por meio de entrevista a uma rádio local, “disseram que para nos retirar por causa da política e dissemos que precisamos de um albergue, pois somos moradores de rua e não temos onde ficar.

Somos 20 e necessitamos de uma moradia, um trabalho e qualquer coisa que possa nos ajudar”. Wellington descreveu que durante o dia eles olham os carros para conseguirem o pão diário, “as vezes não temos como nos alimentar e pedimos comida, à noite pegamos no lixo e é essa nossa vida”, disse.

Alguns moradores de rua são vindos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e cidades do interior da Bahia, contudo a maioria deles são naturais de Santo Antônio de Jesus e muitos não têm documentos.

Em uma das ações, a Secretaria de Ação Social os pagou para retornarem as suas cidades e segundo o entrevistado, os que foram pagos não voltaram, porém chegaram outros de fora que encontraram este abrigo (o coreto), “somos maltratados, como lixo da sociedade, esquecidos por todos, queremos um abrigo, a construção de um albergue na cidade para nos abrigarmos e podermos trabalhar”, concluiu.

Voz da Bahia

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