Esportes

Grêmio vai faturar mais de R$ 15 milhões com manobra do Barcelona em venda de Arthur

O modelo de negócio realizado entre Barcelona e Juventus, na transação envolvendo Arthur e Miralem Pjanic, fará com que o Grêmio fature R$ 15,5 milhões. Os clubes europeus realizarão operação financeira para ajustarem suas contas e não simplesmente uma troca de jogadores.

Nesta segunda-feira, o clube catalão anunciou que o meio-campista brasileiro vai para a Itália por 72 milhões de euros (R$ 439 milhões), com a possibilidade de pagamento de mais 10 milhões de euros em bônus. Como clube formador, o Grêmio tem direito a 3,5% do negócio.

A cifra que entrará nos cofres do time gaúcho é de 2,5 milhões de euros, ou R$ 15,5 milhões na cotação atual, em valor que poderá ainda aumentar caso bônus sejam atingidos – as metas que condicionam os novos pagamentos não foram divulgadas pelo Barcelona, porém.

Embora possa movimentar até 82 milhões de euros (quase R$ 500 milhões), o negócio entre Barcelona e Juventus é uma espécie de “maquiagem” fiscal. Para fechar as contas no azul, o time espanhol recebe o dinheiro, mas depois pagará quantia semelhante para ter Pjanic.

Assim, os dois clubes, diante a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, equalizam suas contas em relação às vendas, enquanto o dinheiro investido nas contratações não seria incluído integralmente no atual ano fiscal, mas sim amortizado por vários anos.

Para o Grêmio, o dinheiro extra também ajuda em tempos de crise. Arthur, inclusive, já havia sido a maior venda da história do clube, quando rumou ao Barcelona, em 2018, negociado por 33 milhões de euros. Com 60% dos direitos na ocasião, a equipe faturou R$ 104,6 milhões.

Fora isso, Arthur também havia rendido mais quase R$ 9 milhões nos tempos de futebol espanhol, justamente por metas estabelecidas em contrato que incrementaram o valor do negócio.

Espn

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