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Uma dose de vacina de mRNA pode bastar para quem já teve Covid-19, sugere estudo

Depois de receber apenas uma injeção de vacinas de mRNA contra a Covid-19, pessoas que foram previamente infectadas mostraram níveis de anticorpos iguais ou superiores aos daqueles que receberam as duas doses e nunca foram infectadas, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira (1º) por pesquisadores da Icahn Escola de Medicina Monte Sinai, em Nova York.

O estudo foi conduzido observando participantes que receberam vacinas com a tecnologia que utiliza o mRNA, sem especificar se seriam da Pfizer ou da Moderna – ambas em uso nos Estados Unidos.

Aqueles com infecções anteriores também pareciam ter efeitos colaterais mais generalizados após a primeira dose, como fadiga, febre e dores musculares – semelhante ao que outros participantes poderiam ter após uma segunda dose de uma vacina de mRNA, escreveram os pesquisadores.

Os autores deste estudo preliminar, que não foi revisado por pares, argumentaram que mudar a política para dar a esses indivíduos apenas uma dose “os pouparia de dores desnecessárias e liberaria muitas doses de vacina necessárias com urgência”.

O estudo envolveu 109 pessoas que receberam a vacina, 41 das quais foram infectadas pelo novo coronavírus anteriormente.

O estudo não especifica quais vacinas os participantes receberam ou quão grave era sua doença quando foram infectados com o vírus.

Pessoas que não haviam sido infectadas antes mostraram uma resposta de anticorpos “relativamente baixa” nos primeiros nove a 12 dias após a vacinação, disseram os pesquisadores.

Pessoas com infecções anteriores desenvolveram rapidamente altos títulos de anticorpos “em poucos dias”, que foram medidos em 10 a 20 vezes mais altos.

O estudo não demonstrou se isso resultou em um maior nível de proteção contra infecção, e estudos de acompanhamento estão em andamento.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos afirmam que as pessoas deveriam ser vacinadas mesmo se tivessem desenvolvido Covid-19 anteriormente, uma vez que ainda não está claro quanto tempo dura a proteção de anticorpos.

CNN Brasil

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