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Rota de fuga de sírios e iraquianos passa pelo Brasil; apuração começou após caso em Salvador

AEROPORTO SALVADORA Polícia Federal apura a utilização do Brasil como rota de sírios e iraquianos para a Europa, com apoio de passaportes falsos. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, parte do grupos são refugiados da guerra na Síria; outra parte foge da perseguição dos radicais do Estado Islâmico. Há a suspeita de que policiais federais participem do esquema. A PF diz, oficialmente que há “possibilidade de haver algum tipo de apoio logístico [aos coiotes] no Brasil”. Alguns dos documentos falsos são produzidos no Rio de Janeiro. As investigações começaram em junho do ano passado, dias antes da abertura da Copa do Mundo, a partir da prisão de seis sírios no Aeroporto Internacional de Salvador, que tentavam embarcar para Madri com passaportes falsos da Bulgária, que custaram € 800 (800 euros). Outros € 3.000 seriam pagos em Madri. Eles foram descobertos por meio de informações da inteligência da PF e da Agência Brasileira de Informações (Abin). Os passaportes foram entregues no Rio, e agentes federais teriam sido utilizados pela quadrilha para facilitar a entrega.De acordo com a apuração, a documentação era toda original, apenas as fotos e nomes eram falsos. Após alguns casos semelhantes, a Ordem dos Advogados do Brasil de Natal entrou com pedido de refúgio junto ao governo, em dezembro. “Segundo eles, dezenas de sírios já entraram na Europa passando pelo Brasil”, disse em entrevista à Folha Marconi Macedo, presidente da Comissão de Relações Exteriores da OAB de Natal. De acordo com o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil, Andrés Ramirez, as rotas mais longas são fruto de maior rigor nas fronteiras na Europa e os riscos da travessia pelo mar. A escolha pelo Brasil seria motivada especialmente pela flexibilização recente do governo na concessão de vistos a quem foge do conflito na Síria. “A facilidade da emissão de vistos de turista, a abertura do país e o fato de o Brasil ter uma grande comunidade de sírios fazem com que eles pensem no Brasil como opção”, explica Ramirez.

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