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Rincón diz que sul-americanos sofreram preconceito e racismo no Real Madrid: “Eu era o único negro”

Integrante da melhor seleção da Colômbia de todos os tempos, ídolo do Corinthians e com passagem pelo Real Madrid. A carreira de Freddy Rincón, de fato, foi brilhante. Só que o período vivido na Espanha não traz as melhores recordações para o ex-volante. Em entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br, ele contou bastidores do momento que viveu em Madri durante a temporada 1995/96.

Foram 21 jogos com a camisa merengue, nenhum gol marcado e muitas histórias. Algumas ruins. Como a do preconceito racial que sofreu do vice-presidente do clube na época, Lorenzo Sanz. Segudo Rincón, os jogadores sul-americanos sofriam nas mãos do dirigente.  Ele conta que foi preciso muito sangue frio para não ‘chutar o balde’ naquela época:

“Apesar de tudo, me segurei, não perdi a cabeça. Ele dizia que se fosse o presidente, o primeiro jogador a ser mandado embora seria eu. Era o único negro lá. É o maior clube do mundo, mas os jogadores sul-americanos sofreram muito por causa do preconceito”, afirmou.

Naquela época da temporada 1995/96, o cenário era outro. Se hoje o Real Madrid é formado por muitos estrangeiros, antes a base era composta por espanhóis. Eram apenas seis estrangeiros no plantel: o dinamarquês Michael Laudrup, o sérvio Petkovic, além dos argentinos Fernando Redondo e Juan Esnáider, o chileno Zamorano e o próprio Rincón. E foi neles que o colombiano tirou motivação para seguir a vida longe da Colômbia:

“O espanhóis sabiam do preconceito. Mas jogador tem aquela coisa, né. Eu sabia quem estava ao meu lado. Muita gente me ajudou. Além dos sul-americanos, tinha o Hierro. Era claro ali quem me ajudava. Outros, não. O vestiário do Real Madrid é muito complicado”, conta Rincón, que não se arrepende da sua passagem por lá:

“Pelo contrário. Sou muito grato de jogar no Real Madrid. Eu amadureci muito lá”, finalizou.

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