Cidades

Prefeitos estão apreensivos com ”crise econômica”

PrefeitosValeBlogMarcosFrahmA crise financeira que deve atingir o país nos próximos meses tem deixado apreensivos os prefeitos da Bahia com a possibilidade de estrangular ainda mais os orçamentos dos municípios. A expectativa dos alcaides é de aguardar os próximos meses para analisar os efeitos da redução de custos e enxugamento da máquina pelo governador Rui Costa (PT). Também aguardam com ansiedade, a votação do orçamento para os municípios baianos, tanto por parte do governo estadual, quanto pelo governo federal.
 
Dentre as estratégias para evitar o estrangulamento nos municípios, acrescenta,  está a forte cobrança em cima da Câmara dos Deputados, que sinalizam aprovar um orçamento menor do que o ano passado. A presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria (PSB), tem demonstrado que há uma preocupação generalizada dos associados, que se sentem angustiados, mas garantiu que a posição dos prefeitos será de luta e cobrança mesmo diante do arrocho anunciado nos cofres municipais.  Segundo Quitéria, desde o ano passado que a orientação tem sido de contenção de despesas. ”O Congresso precisa rever a questão e priorizar os municípios este ano.O orçamento para os municípios que está previsto na Câmara para ser votado é menor do que ano passado, e a gente não aceita”. Nem mesmo o aumento de 1% do Fundo de Participação dos Municípios no ano passado, fruto de um movimento encabeçado por  Quitéria com todos os prefeitos  do País, vai diminuir os danos do arrocho este ano.
 
”O FPM está menor que ano passado. Conseguimos aumento que vai entrar em junho, meio por cento que era pra ajustar e ajudar, mas quando entrar já vai compensar o ano que já terminou. Estive com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e ele me garantiu que ia abrir uma comissão para estudar o pacto federativo”, pontuou.  Para a presidente da UPB, os prefeitos estão numa sinuca de bico, mas não podem esmorecer diante do cenário ruim. A atitude dos alcaides, reforça, tem que ser de cobrança para que o governo federal planeje melhor e não crie novos programas, e custeie os já criados. No dia 20 de março, o governador Rui Costa irá se reunir com os presidentes de consórcios públicos de saúde da Bahia para discutir formas de diminuir os gargalos na área.
 
Os consórcios pretendem fortalecer a regionalização e promover a interiorização dos serviços de saúde, proposta do presidente do Consórcio dos Municípios do Vale do Jiquiriçá (CVJ), o prefeito de Lafaiete Coutinho, Zé Cocá (PP). (Blog Marcos Frahm)

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