Cidades

PP desembarca do governo Dilma e pede que filiados entreguem cargos

PP atualmente comanda o Ministério da Integração Nacional.

ciroA bancada do PP na Câmara dos Deputados anunciou nesta terça-feira apoio maciço ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. A legenda, formada por 47 parlamentares, foi alvo de dura investida do Planalto nas negociações de cargos no alto escalão, mas, ainda assim, sua maioria deve votar favoravelmente à queda da petista.
Em meio a gritos de “impeachment”, o anúncio foi feito pelo líder da legenda e ex-ministro de Dilma, deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), após reunião de duas horas nesta tarde. Ribeiro afirmou que o encontro decidiu pela “unidade da bancada” e que o partido, “em sua maioria absoluta e ampla, deliberou pelo encaminhamento em plenário no voto sim ao processo do impeachment”. Isso significa que os parlamentares serão orientados a seguir a maioria em seus votos, mas não serão punidos caso optem por votar contra o impeachment.
O PP atualmente comanda o Ministério da Integração Nacional e está entre os principais cotados em uma reforma promovida pela presidente Dilma caso sobreviva ao impeachment. A oferta feita pelo Planalto amplia a participação da legenda na Esplanada, ganhando também o Ministério da Saúde, e ainda em uma das grandes estatais brasileiras, levando o comando da Caixa Econômica Federal.
Nos cálculos de deputados pró-impeachment, a posição da legenda desta terça deve fazer com que 40 parlamentares do PP votem contra Dilma no próximo domingo. “Isso decide a votação. Vários deputados disseram que são contra ou indecisos, mas que seguem posição da bancada”, afirmou o deputado Jerônimo Goergen (RS). “A posição reverte totalmente o quadro”, avalia o deputado Afonso Hamm (RJ).
Até agora um aliado da presidente Dilma, o deputado e ex-prefeito Paulo Maluf (SP) justificou seu voto pelo impeachment: “Apesar de todas as convicções de que temos uma presidente correta, decente e o honesta, o governo perdeu as condições de governabilidade”, afirmou. Após a reunião, o líder Aguinaldo Ribeiro foi ao encontro do presidente do PP, Ciro Nogueira, comunicar a decisão e discutir a possibilidade de entregar os cargos que a legenda mantém no governo. No inicio da noite Nogueira solicitou que o partido entregue os cargos. Fonte: Veja.
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