Cidades

Para a senadora Lídice, polícia cidadã é a solução para diminuir a violência

LIDICE DA MATA - FORMALA senadora baiana Lídice da Mata (PSB), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado que debate a violência contra jovens, lamentou a morte de mais um policial militar ocorrida no sul da Bahia nesta semana e apontou caminhos para evitar mais óbitos de policiais e civis. “Quando nós discutimos a questão da morte de jovens, é dos dois lados [policiais e cidadãos comuns]. Nós queremos uma nova política de segurança pública que possa garantir o bom desempenho da atividade policial”, afirmou. A presidente do colegiado no Senado apontou que o Brasil é um dos países no mundo onde há mais mortes de policiais. “Agora, isso não quer dizer que ao dizer isso nós possamos não entender que também a polícia precisa estar preparada para desenvolver uma política de segurança cidadã. É isso que nós desejamos, uma política de segurança cidadã, porque estamos convencidos de que isso impactará positivamente na diminuição da violência, de mortes de policiais e da população”, argumentou.Apesar de evitar falar sobre o relatório do Ministério Público Estadual que indiciou os policiais militares envolvidos na ação que resultou na morte de 12 jovens no bairro do Cabula, em Salvador, no mês de fevereiro desse ano, Lídice acredita na pouca confiança de alguns agentes para com o Estado. “Quando uma ação daquela se dá, é porque uma parte da polícia não confia mais no Estado. Mata-se um policial, a ação seguinte é ir com muito vigor. Às vezes, não é nem uma revanche, é uma revanche no sentido de quem têm que ser presas, mas quando chega lá, as pessoas estão desarmadas”.

A senadora também citou como exemplo de debate do tema violência o que ocorreu nos EUA. “Lá, depois das mortes de jovens negros terem aumentado, o problema foi rediscutido nacionalmente. O problema é que no Brasil a segurança pública fica para que cada estado resolva como se fosse uma questão fácil de resolver. É uma questão nacional que envolve sobretudo pobreza, onde o crime organizado entra oferecendo à juventude uma oportunidade, entre aspas, para enriquecer rapidamente. Então, você atua com pesos e elementos muito fortes da sociedade. A solução, para mim, é a construção de uma nova política de segurança pública para o Brasil que seja baseada no direito da cidadania que é a polícia cidadã”, sugeriu a pessebista e ex-candidata ao governo da Bahia. (Agência Senado)

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