Cotidiano

Juíza assassinada abriu mão de escolta por pena do ex-marido, diz magistrada

A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, morta a facadas pelo engenheiro Paulo José Arronenzi na noite de quinta-feira (24), teria aberto mão da escolta cedida pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Rio de Janeiro por pena do ex-marido. A revelação foi feita por uma magistrada que era colega da vítima.

“Ficou evidente que ela tentava preservar a figura do ex-marido como pai. Tentou se proteger e, ao mesmo tempo, protegê-lo. Acabou abrindo mão da escolta por pena dele”, afirmou a juíza, que pediu anonimato. Viviane foi morta ao levar as filhas de 7 e 9 anos para passarem o Natal com o pai.

Segundo O Globo, Viviane era uma pessoa muito reservada e só teria falado sobre o comportamento perigoso do ex após uma briga na rua e uma tentativa de invasão do apartamento da mãe, para onde se mudou com as três filhas. Ela teria passado os últimos meses sofrendo, pois Paulo José se negava a aceitar o fim do relacionamento de mais de dez anos.

A juíza chegou a denunciá-lo à polícia e contou com a escolta do TJ, mas três meses depois abriu mão da proteção. O feminicídio aconteceu na Barra. Ela estava sozinha com as filhas, pois queria preservar a imagem do homem com quem viveu por uma parte importante de sua vida e formou uma família.

“Era uma pessoa supertranquila, que nunca impediu as filhas de verem o pai. Levávamos ela e as crianças no carro para vários lugares. As meninas ficavam um tempo com ele e depois voltavam com a doutora”, contou um dos seguranças que faziam a escolta de Viviane.

A juíza Simone Nacif, que era amiga da vítima, cita que ela era uma mulher forte. “Viviane era uma mulher forte, independente financeiramente e reservada. Estava refém de um relacionamento que demonstrava ser fatal. Ela procurou os órgãos oficiais, fez um registro de ocorrência e chegou a pedir uma escolta, mas pode ser que tenha achado que o perigo havia passado. Queria preservar as filhas”, destacou Simone.

Bnews

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