Bahia

IBGE-BA: No 2o tri/21, trabalho avança na BA, e taxa de desocupação cai para 19,7%, mas ainda é a 2a mais alta do país

** Taxa de desocupação no estado (19,7%) ficou abaixo apenas da verificada em Pernambuco (21,6%) e bem acima da nacional (14,7%). Embora elevada, foi a menor desde o início da pandemia (1o tri/20);

No 2º trimestre de 2021, a taxa de desocupação na Bahia cedeu um pouco e ficou em 19,7%. Frente ao 1o trimestre, quando havia atingido o recorde de 21,3%, o indicador recuou 1,6 ponto percentual. Embora a variação para baixo não seja estatisticamente significativa, foi a queda mais intensa nessa comparação desde o início da série histórica da PNADC, em 2012. 

Com isso, a Bahia deixou de ter a maior taxa de desocupação do país, mas ainda ficou em 2o lugar, abaixo de Pernambuco (21,6%). A taxa baiana no 2o trimestre foi também a menor para o estado desde o 1o trimestre de 2020, portanto desde o início da pandemia da Covid-19.

No Brasil como um todo, a taxa de desocupação ficou em 14,1% no 2o trimestre de 2021, também mostrando tendência de queda frente ao trimestre anterior (14,7%). Nesse confronto, o indicador aumentou apenas em 5 das 27 unidades da Federação.

A taxa de desocupação mede a proporção de pessoas de 14 anos ou mais de idade que estão desocupadas (não trabalharam, procuraram trabalho e estavam disponíveis para assumir) em relação ao total de pessoas que estão na força de trabalho, seja trabalhando (pessoas ocupadas) ou procurando (desocupadas).

Entre 1o e 2o trimestres, número de trabalhadores avança 5,1% na Bahia e chega a 5,4 milhões, maior patamar desde o início da pandemia

O recuo na taxa de desocupação na Bahia, do 1o para o 2o trimestre, se deu principalmente pelo crescimento na população ocupada, ou seja do número de pessoas que estavam trabalhando, fosse em ocupações formais ou informais

Entre abril e junho, 5,395 milhões de pessoas de 14 anos ou mais de idade trabalhavam na Bahia, 5,1% a mais do que no 1o trimestre, o que representou mais 260 mil trabalhadores nesse período.

O contingente de pessoas ocupadas no estado, no 2o trimestre de 2021 (cerca de 5,4 milhões) foi o maior desde o início da pandemia, no 2o trimestre de 2020 . Ainda assim, seguia 5,4% menor do que no 1o trimestre de 2020, quando o número de trabalhadores chegava a 5,7 milhões (305 mil a mais).

Do 1o para o 2o trimestre de 2021, além do aumento da ocupação, também houve tendência de queda na população desocupada na Bahia, ou seja, o número de pessoas que não estavam trabalhando, procuraram trabalho e estavam disponíveis para trabalhar se reduziu um pouco. 

Esse contingente chegou a 1,323 milhão de desocupados no 2o trimestre deste ano, 63 mil a menos que no trimestre anterior (-4,5%). Ainda assim, estava discretamente acima (0,9%) do verificado antes da pandemia. No 1o trimestre de 2020, havia 1,311 milhão de pessoas desocupadas na Bahia (12 mil a menos).

Com o aumento da ocupação e a leve redução na desocupação, também seguiu em queda o número de pessoas que estavam fora da força, ou seja, que por algum motivo não estavam trabalhando nem procuraram trabalho

A população fora da força de trabalho na Bahia ficou em 5,742 milhões no 2o trimestre de 2021, 1,8% menor do que no 1o trimestre (-105 mil pessoas) e 5,4% menor do que no 2o trimestre de 2020 (-325 mil pessoas). Mesmo com essas reduções, continuava significativamente maior do que a verificada antes da pandemia (+14,1%), com mais 711 mil pessoas nessa condição, frente ao 1o trimestre de 2020.

Dentre os que estão fora da força de trabalho, o número de pessoas desalentadas também seguiu em queda no 2o trimestre de 2021, ficando em 715 mil, o menor contigente de desalentados no estado em 3,5 anos, desde o 4o trimestre de 2017, quando 663 mil pessoas estavam nessa condição, na Bahia. 

A população desalentada é aquela que não está trabalhando nem procurando trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, não tinha experiência, era muito jovem ou idosa ou não encontrou trabalho na localidade. Entretanto, se conseguisse trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. 

A Bahia tem o maior número absoluto de desalentados do país ao longo de toda a série da PNAD Continua, desde 2012. No 2o trimestre de 2021, no Brasil, havia 5,581 milhões de desalentados, contingente que apresentou quedas tanto frente ao 1o trimestre de 2021 (-6,5% ou -388 mil pessoas) quanto frente ao 2o trimestre de 2020 (-1,8% ou -101 mil pessoas).

8 de cada 10 pessoas que passaram a trabalhar na Bahia, do 1o para o 2o trimestre, eram informais (208 mil dos 260 mil ocupados a mais)

Na passagem do 1o para o 2trimestre de 2021, o número de trabalhadores na Bahia cresceu em quase todas as formas de inserção no mercado de trabalho. Mas o aumento mais expressivo ocorreu entre os informais.

Somando empregados no setor privado e domésticos sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria e empregadores sem CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) e pessoas que trabalhavam como auxiliares em algum negócio familiar, chegava-se a 2,970 milhões de informais na Bahia, no 2o trimestre. Um aumento de 7,5% ou mais 208 mil trabalhadores frente ao 1o trimestre do ano.

Assim, do saldo positivo de 260 mil trabalhadores a mais na Bahia, de um trimestre para o outro,, 208 mil eram informais (80,0%). No 2o trimestre, os informais representavam 55,1% de toda a população ocupada no estado, maior taxa de informalidade em dois anos, desde o 2o tri/19 (55,3%).

O aumento da informalidade no mercado de trabalho baiano foi puxado de forma igualitária pelos empregados sem carteira assinada e pelos trabalhadores por conta própria, cada grupo com um saldo positivo de mais 75 mil pessoas ocupadas entre o 1o e o 2o trimestre de 2021. 

Nessa comparação, as duas formas de inserção só cresceram menos do que os trabalhadores do setor público (+ 79 mil, ou + 11,1%).

O único grupo de profissionais com saldo negativo, na Bahia, frente ao 1o trimestre, foi o dos empregados no setor privado com carteira assinada. Eles tiveram o segundo recuo consecutivo (-3,1% ou menos 40 mil pessoas) e chegaram a 1,231 milhão de trabalhadores, menor contingente em nove anos, desde o início da série histórica da PNAD Contínua.

O número de empregados com carteira assinada no estado também cai em todas as demais comparações, seja frente ao 2o trimestre de 2020 (-4,9% ou menos 63 mil), seja frente ao período pré-pandemia (-15,8% ou menos 305 mil pessoas no confronto com o 1o trimestre de 2020).

Nesta última comparação, com o 1o tri/20, os resultados ainda são majoritariamente negativos, e apenas os empregados no setor público (+5 mil ou +0,6%) e os trabalhadores auxiliares (+31 mil ou +16,2%) mostram crescimento.

Entre 1o e 2o tri/21, no de ocupados cresce em 8 das 10 atividades, puxadas por alimentação e alojamento (+64 mil) e administração pública (+62 mil)

Na passagem do 1º para o 2º trimestre de 2021, houve aumento do número de pessoas trabalhando em 8 dos 10 grupamentos de atividade investigados pela PNADC (excluindo-se as atividades mal definidas). 

Alojamento e alimentação (+64 mil trabalhadores) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+62 mil) tiveram os saldos mais positivos, em termos absolutos.

Apenas os segmentos de outros serviços (-40 mil ocupados) e comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-6 mil) apresentaram redução no total de trabalhadores, nessa comparação.

Já em relação ao 2º trimestre de 2020, a administração pública é a única atividade a mostrar recuo no número de pessoas ocupadas (-78 mil), enquanto agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+185 mil trabalhadores) e, mais uma vez, alojamento e alimentação (+124 mil) têm os melhores resultados.

agropecuária é o único setor com resultados positivos no emprego em todas as comparações e lidera em termos de recuperação, ultrapassando o patamar de pessoas ocupadas do pré-pandemia, com mais 132 mil trabalhadores do que registrava no 1º trimestre de 2020. Além dessa atividade, apenas transporte, armazenagem e correio tem saldo positivo nesse confronto (+38 mil trabalhadores do que havia no 1º tri/20). 

Por outro lado, os outros serviços (-91 mil trabalhadores) e os serviços domésticos (-84 mil) apresentam as maiores perdas de trabalhadores ao longo da pandemia, em termos absolutos e percentualmente.

Rendimento médio dos trabalhadores na BA fica em R$ 1.675 no 2o trimestre, acima do 1o tri/21 (+2,9%), mas menor que o do 2o tri/20 (-11,9%)

No 2o trimestre de 2021, o rendimento médio real (descontados os efeitos da inflação) mensal habitualmente recebido por todos os trabalhos na Bahia ficou em R$ 1.675. Foi o 4o mais baixo entre as 27 unidades da Federação, acima apenas dos registrados no Maranhão (R$ 1.478), Piauí (R$ 1.508) e Alagoas (R$ 1.652).

O valor mostrou aumento frente ao do 1o trimestre de 2021, que havia sido de R$ 1.628 (mais R$ 47 ou +2,9%), mas recuou na comparação com o 2o trimestre de 2020, que havia sido de R$ 1.902 (menos R$ 227 ou -11,9%).

Com os aumentos no número de trabalhadores e no rendimento médio, a massa de rendimento real habitual de todos os trabalhos, na Bahia, também avançou e ficou em R$ 8,564 bilhões no 2o trimestre deste ano. 

Aumentou 7,6% em relação ao trimestre anterior (quando havia sido de R$ 8,041 bilhões, em valores corrigidos), mas ainda ficou 3,8% menor do que um ano atrás (no 2trimestre de 2020), quando havia sido de R$ 8,991 bilhões.

A massa de rendimento é a soma dos rendimentos de trabalho de todas as pessoas ocupadas. Indica o volume de dinheiro em circulação. 

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