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Entenda como é calculada a sua nota do Enem

Chutes pode surpreender na hora do resultado.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma verdadeira maratona de questões: são 180 delas, fora a redação. Então, diante da corrida contra o tempo, quem nunca chutou uma alternativa que atire a primeira caneta de tinta preta de corpo transparente. Acontece que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep, responsável pela aplicação da prova, adota um sistema “antichute”, que desprivilegia quem contou mais com a sorte do que com os livros. Trata-se da Teoria de Resposta ao Item (TRI).

Por conta dessa metodologia, mesmo com a divulgação do gabarito (em novembro e dezembro do ano passado) os candidatos não conseguiram calcular suas notas. Só nesta quarta-feira (18), com a antecipação do resultado final, a ansiedade dos cerca de 6 milhões de candidatos – 664 só na Bahia – chega ao fim. A surpresa na nota fica por conta da TRI, que além do sistema “caça-chute”, traça perfis de acertos para cada candidato e qualifica o peso de cada questão de acordo com o número de estudantes que conseguiu acertá-la.

O TRI é uma metodologia adotada pelo Inep no Enem desde a edição de 2009, no entanto ele é um sistema de avaliação conhecido desde os anos 50 em todo o mundo, com prestígio na literatura científica internacional. Segundo o MEC divulgou em outras ocasiões, é o conjunto de modelos matemáticos da TRI que ajuda a manter o equilíbrio e o mesmo grau de dificuldade, até em provas que foram aplicadas em datas diferentes, como foi o caso da última edição, que houve aplicação de provas em três datas por conta de ocupações em instituições de ensino.

Entenda como funciona a TRI:

Chutômetro

Para quem não foi bem, uma das lições que fica é: apesar do sistema “caça-chute”, é preferível que o estudante nunca deixe as respostas em branco, quando isso ocorre elas não pontuam. Já um chute que resulta em acerto, mesmo que gere menos pontos ou interfira no perfil de proficiência do estudante, é pontuado.

Para que serve o Enem
As notas da prova podem ser usadas para pleitear vagas no ensino superior público pelo Sisu, bolsas no ensino superior privado pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O Ministério da Educação agendou para esta quarta-feira (18) uma entrevista coletiva para falar sobre o Enem e seus usos. Entre as mudanças está o fim do uso do resultado da prova para que candidatos com mais de 18 anos receba a certificação do ensino médio. As informações são do Jornal Correio da Bahia.

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