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Documentos revelam que ex-PM herói de Bolsonaro tinha contas pagas por milícia

Intitulado como herói pelo presidente Jair Bolsonaro, o ex-policial militar Adriano da Nóbrega, morto em confronto com a polícia no interior da Bahia, tinha suas contas pessoais – e de seus familiares – pagas por membros de uma milícia.

É isso o que apontam documentos apreendidos pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. O material foi recolhido em janeiro de 2019, durante a Operação Os Intocáveis, quando foi revistado o escritório de um homem apontado como responsável pelas finanças da quadrilha de Rio de Pedras, na zona oeste do Rio.

Além de ser defendido pelo presidente no passado, Adriano Nóbrega foi homenageado pelo senador Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Até o ano de 2018, duas parentes do ex-PM integravam o quadro de funcionários do antigo gabinete de Flávio.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, ele controlava contas usadas para abastecer Fabrício Queiroz, amigo do presidente Bolsonaro e ex-assessor de Flávio suspeito de ser o operador da “rachadinha” investigada pelo Ministério Público do Rio.

Nesse tipo de esquema, funcionários são coagidos a devolver parte de seus salários aos deputados. As defesas de Adriano e de Flávio afirmam não haver provas de que o ex-PM integrava a milícia de Rio das Pedras, motivo pelo qual era procurado havia mais de um ano.

Adriano também é suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Silva, em 2018.

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