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Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo repudia censura a pesquisas eleitorais

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou, nesta quarta-feira (12), às decisões de juízes eleitorais que proibiram divulgação de resultados de pesquisas de intenção de voto em candidatos que disputam as eleições municipais deste ano. De acordo com a entidade, em algumas cidades brasileiras como Fortaleza, Curitiba, Londrina, João Pessoa e Campo Grande, os eleitores estão privados de ter acesso aos resultados das consultas por decisão da Justiça Eleitoral. Na Bahia, ainda não há registro de proibição de veiculação de levantamentos feitos sobre intenções de votos. “Proibir a publicação das pesquisas é uma forma de censura prévia e cerceia o direito do eleitor à informação. A Abraji espera que o Tribunal Superior Eleitoral derrube essas liminares (decisões provisórias) e faça cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal que garantiu a publicação irrestrita das pesquisas eleitorais”, criticou. Nesta terça-feira (11), a Justiça Eleitoral em Petrolina anulou duas pesquisas da Arcerte Consultoria, instituto que realiza levantamento de intenções de voto na cidade do São Francisco pernambucano. A empresa foi obrigada a suspender, 24 horas após a divulgação dos números, considerados irregulares. Em sua decisão, a juíza Juçara Leite proibiu a Arcerte de divulgar consultas em veículos de comunicação e ainda aplicou uma multa de R$ 53.205. A magistrada sustentou que o instituto de pesquisa utilizou métodos fraudulentos no levantamento.

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