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Arthur Maia nega saída do PMDB, mas reconhece ‘diferenças políticas’ com os Vieira Lima

ARTUR MAIAO deputado federal Arthur Maia negou os rumores de que estaria próximo de deixar o PMDB, com destino ao PSD, mas reconheceu a existência de diferenças políticas em relação aos irmãos Vieira Lima, comandantes da legenda na Bahia. “Isso é especulação, por conta das críticas que fiz ao PMDB. Sair é uma posição extrema”, pontuou. O parlamentar reconheceu que sua relação com Lúcio e Geddel é “a melhor possível, do ponto de vista pessoal”, mas admitiu a falta de alinhamento político em alguns pontos. Maia não quis, porém, especificar, quais seriam tais diferenças. “Estamos tratando dentro do partido. São questões internas e eu não gostaria de publicizar”, comentou. Já o presidente do PMDB baiano, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, disse desconhecer quais seriam os pontos conflitantes. Sobre uma possível saída de Maia da sigla, resumiu: “Ele não me comunicou nada”. “O que pode haver é a questão eleitoral: os deputados começarem a fazer conta para saber quem tem voto, quem não tem. Esta tensão deve ir até setembro”, avaliou Lúcio, em referência ao prazo permitido para quem deseja disputar as eleições do próximo ano trocar de legenda. Maia já defendeu um “diálogo” na Bahia entre PMDB e PT, sigla atualmente adversária dos Vieira Lima no plano estadual. Além disso, diferenças já ficaram expostas na época da campanha para eleição do líder do PMDB na Câmara Federal. Maia apoiou o deputado Sandro Mabel (GO) e chegou a organizar um almoço em Salvador para angariar adesões para o colega de bancada. Lúcio não foi ao evento, por apoiar para a liderança do partido o deputado Eduardo Cunha (RJ), que venceu o pleito.

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