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OAS reafirma que reportagem de Veja é "mentirosa e irresponsável"

178107A defesa do executivo da OAS Léo Pinheiro reafirmou em entrevista ao Estadão que a reportagem publicada pela Veja neste final de semana é “mentirosa e irresponsável”. A revista, mais uma vez, emplacou que Pinheiro, depois de ter passado pela carceragem da Polícia Federal de Curitiba e ser mandado para prisão domiciliar, refletiu melhor e autorizou seus advogados a negociarem um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Veja afirmou que Pinheiro prometeu entregar o que sabe sobre Lula à Lava Jato. Ao Estadão, os advogados disseram que sequer há a intenção de fazer o acordo de cooperação.
Advogado de executivo da OAS desmente acordo de delação premiada
A defesa do ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, disse que o executivo não tem a intenção de fazer uma delação premiada e contestou a revista Veja desta semana que traz em matéria de capa a informação de que ele teria firmado tal acordo para contar o que sabe sobre a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no escândalo da Petrobras. “A reportagem é mentirosa e irresponsável”, disse Edward Carvalho, umdos advogados de defesa de Pinheiro, ao Broadcast Político, serviço de notícias Agência Estado.
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Mais cedo, a defesa de Pinheiro já havia soltado uma nota reforçando que o executivo não tinha a intenção de fechar o acordo de delação premiada, em troca da redução de pena. “Sobre a reportagem da Veja deste final de semana, José Adelmário Pinheiro e seus defensores têm a dizer, respeitosamente, que ela não corresponde à verdade. Não há nenhuma conversa com o MPF sobre delação premiada, tampouco intenção nesse sentido.”
Carvalho afirmou ainda que “não há nenhuma chance” de Léo Pinheiro estar negociando com uma outra banca de advogados para poder aderir ao mecanismo de delação.
Léo Pinheiro é réu na Lava Jato, acusado de atuar no núcleo empresarial do esquema que cartelizava licitações de obras da estatal e pagava propina para diretores da petrolífera indicados por partidos da base do governo – PMDB, PP e o PT. Ele já esteve preso por seis meses, no âmbito desta operação, em uma cela em Curitiba.
Em maio, Pinheiro preferiu permanecer em silêncio em interrogatório no primeiro processo criminal da Operação Lava Jato, em que foi acusado por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa, no esquema que vigorou na Petrobras entre 2004 e 2014. “Por orientações dos meus advogados prefiro ficar em silêncio”, disse Léo Pinheiro diante do juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos desta operação.
Preso preventivamente no dia 14 de novembro de 2014, Pinheiro ficou quase seis meses encarcerado e conquistou o direito no Supremo Tribunal Federal (STF) de cumprir prisão em casa, embora monitorado com tornozeleira eletrônica.
Fonte: GGN/Estadão

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