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Greve dos professores: Otto critica descumprimento da lei, mas não acredita em uso da força policial

O vice-governador e secretário de Infraestrutura, Otto Alencar (PSD), disse que não acredita em uso da força policial para retirada dos professores estaduais que ocupam a Assembleia Legislativa da Bahia. Nesta segunda-feira (16), o presidente da AL-BA, deputado Marcelo Nilo (PDT), protocolou um pedido de reintegração de posse na 6ª Vara da Fazenda do Tribunal de Justiça. “O presidente conhece suas atribuições e prerrogativas. Pelo que eu conheço dele, acredito que não vai requisitar força policial. E se eu tivesse que aconselhar, diria que assim não fizesse”, declarou Otto, em entrevista nesta terça (17) ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5. Ao comentar a paralisação que já dura 98 dias, o vice-governador lamentou o descumprimento da lei, já que o movimento foi mantido pela categoria, a despeito de ser julgado ilegal pelo TJ-BA. “O que observo nesse episódio é uma coisa que me deixa preocupado com o futuro das instituições públicas, que é a falta de cumprimento da lei. A greve foi julgada ilegal, todos esperavam que os professores retornassem ao trabalho”, disse. Ao comparar o cortejo do Dois de Julho de 2012 com o de outros anos, o secretário de Infraestrutura lembrou seu passado carlista e criticou o comportamento dos professores que protestaram contra o governador Jaques Wagner. “Andei minha vida inteira no Dois de Julho, inclusive no grupo político do senador Antônio Carlos Magalhães. Enfrentamos greves, mas nunca vi uma reação tão agressiva da parte dos professores. Eram xingamentos que eu nunca proferi. Em outros tempos, existia uma reação contra o carlismo, mas nunca vi nada parecido”, afirmou. Também em entrevista ao Acorda pra Vida, um professor acampado na Assembleia externou a determinação dos representantes da categoria em permanecerem na Casa mesmo que o TJ atenda ao pedido feito pelo presidente da AL-BA. A energia elétrica e a água já foram cortadas como meio de acelerar a saída dos grevistas.

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