Cotidiano

Família viajou por três meses. Na volta, a casa tinha novos moradores

O “novo morador” afirma ter comprado o imóvel de uma das proprietárias e de ter pagado à vista

 

Uma família de Ribeirão Preto tenta, desde sábado, entrar na própria casa. Eles passaram três meses em uma viagem a São Paulo e, quando chegaram, encontraram no imóvel um casal com dois filhos. O “novo morador” afirma ter comprado o imóvel de uma das proprietárias, mas não dispõe de nenhum documento que comprove a transação.

O caso foi registrado na polícia e, até que a Justiça se manifeste, os donos originais da casa vão aguardar pela decisão em casa de familiares e parentes.

O imóvel não tem escritura legalizada, mas o terreno no qual a casa foi construída foi comprado em 1998 por Antonio Ferreira de Souza, já falecido. Os donos atuais são a mulher dele, Ilda de Oliveira Souza, 70, e os filhos do casal, Ronaldo de Souza, Maria Luiza de Sousa e Aparecida de Souza. Todos moram no local, menos Ronaldo, que reside em São Paulo.

Segundo relato de Aparecida, todos os familiares saíram do local há 90 dias para acompanhar Ilda e Maria Luiza em um tratamento médico na capital do Estado. Ilda voltou para Ribeirão Preto no último sábado, e, ao tentar entrar em casa, encontrou o imóvel ocupado.

“Ela não sabia o que fazer e foi para a casa de parentes. Aí, eu e o Ronaldo viemos para Ribeirão na segunda-feira, com os documentos, para registrar o caso na polícia”, disse Aparecida.

Eder Fabri, que é o novo morador, afirma que adquiriu a casa de Maria Luiza e que pagou R$ 160 mil pelo imóvel, à vista, além de 20 parcelas de R$ 2 mil. O trato, segundo ele, era que, assim que as parcelas terminassem, ele poderia registrar a escritura.

Ronaldo conta que chegou a tentar buscar objetos pessoais na segunda-feira, mas foi ameaçado pelo entregador Eder Fabri, que estava no local com a mulher e dois filhos. “Ele disse que, se eu tentasse entrar, ela ia me parar no tiro. Ameaçou até bater na minha mãe”, disse.

 

Na terça-feira, a família chamou a polícia e conseguiu entrar no local e pegar alguns objetos. A maior parte dos pertences da família, entretanto, foram retirados da casa, incluindo um carro Celta ano 2014. “Eu tirei cinco mudas de roupa e alguns documentos pessoais. Meu carro, alguns móveis, tudo foi tirado da casa”, contou.

Aparecida, por sua vez, conta que a família não tem recursos para buscar um advogado. “Não paguei o IPVA do nosso carro, estava andando de ônibus porque não podia colocar o carro na rua. Somos trabalhadores, mas não temos recursos para pagar um advogado”, disse. “Vamos ter que esperar a Defensoria e rezar para não demorar muito”, contou.

A Polícia Civil investiga os crimes de invasão de propriedade e furto, mas orientou a família a entrar na Justiça para requerer a reintegração de posse para retirar o atual morador do imóvel e voltar a morar na casa.

“A velha me enganou. Eu dei o dinheiro pra ela e ela ficou de passar a escritura assim que terminasse de pagar. Tirei o dinheiro da boca dos meus filhos e não vou sair nesse prejuízo”, disse Eder Fabri. Segundo ele, um contrato com o negócio foi feito, mas ele não conseguiu encontrá-lo. “Passei tudo o que tenho para o advogado”, disse.  As informações são do Uol.

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