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‘Ele é pequeno, mas não é maluco’, diz Rui Oliveira

O corte dos cargos comissionados da prefeitura de Salvador, anunciado nesta semana pelo prefeito eleito, ACM Neto (DEM), prevê uma economia de R$ 600 mil por mês aos cofres públicos, segundo informou a Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz). O futuro gestor da terceira maior capital do Brasil, informou que reduzirá em 20% a ocupação de servidores nomeados, o que significa que serão eliminados de imediato cerca de 500 dos atuais 2.478 cargos de “confiança”. Apesar da enxugada, as exonerações preocupam algumas categorias profissionais, como a de professores, que detém a maior parte das vagas. O presidente da APLB-Sindicato, Rui Oliveira, declarou que o futuro alcaide “não é maluco de retirar o benefício do professorado”. Neto tranquiliza os servidores: “Não serei irresponsável de prejudicar serviços como educação e saúde”. O decreto determina o não-preenchimento dos cargos em comissão – muitas vezes efetivados por indicação política – será um dos primeiros atos administrativos do democrata, logo após sentar na cadeira, em 1º de janeiro próximo. ACM Neto também  fará a revisão de todos os contratos com empresas terceirizadas. Rui Oliveira, elogiou a decisão do novo prefeito em reduzir os gastos da máquina pública, mas alerta que os cargos em comissão dados a diretores e vice-diretores não poderão ser suprimidos. “Esses cargos vigoram desde o governo de Manoel Castro (PFL) e estão assegurados por  lei”, lembrou em entrevista ao A Tarde. “Ele (Neto) é pequeno mas não é maluco de retirar essa conquista”, reagiu.

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