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A Internazionale de Milão tenta a sua “ressurreição”

Já fazem nove anos desde que a Internazionale de Milão teve sua última grande temporada. Sob o comando do português José Mourinho, o grupo de veteranos que incluía os brasileiros Júlio Cesar e Maicon, além dos atacantes Samuel Eto’o e Diego Milito, chegou a um histórico triplete ao levantarem de uma só vez os troféus da liga italiana, da Copa da Itália e da Liga dos Campeões ao fim da temporada 2009-2010 na Europa.

Infelizmente, esses tempos ficaram distantes logo depois dessa conquista. O grande responsável pelos títulos, Mourinho, deixou Milão para trás em direção à Espanha, tomando de assalto o Real Madrid. Ao mesmo tempo, seu substituto, o espanhol Rafael Benítez, falhava miseravelmente em endereçar as falhas de um elenco que perdia peças importantes e via o declínio daqueles veteranos que ficaram no estádio San Siro.

Fatores externos também não ajudaram. A Juventus começava a se recuperar, e as finanças dos seus donos começavam a se esgotar. Mudanças de técnico, de elenco e até mesmo de donos tomavam forma, uma atrás da outra, sem apresentar uma solução definitiva aos problemas que tiraram a Inter do topo da Itália.

Foi apenas a partir de 2016 que a estabilidade começou a ser reapresentada aos “interistas”. Em um novo processo de mudança de comando, o conglomerado chinês Suning comprou quase 69 por cento das ações do clube. A primeira temporada sobre a nova gerência não foi das melhores, com a Inter chegando apenas a um sexto lugar na tabela da Serie A italiana e assim perdendo uma vaga nas competições europeias. Mas já na temporada seguinte, as coisas começariam a melhorar.

Com o técnico Luciano Spalletti no comando, e o artilheiro Mauro Icardi em sua melhor forma – marcando 29 gols em 34 jogos –, a Inter conseguiu voltar à Liga dos Campeões durante a temporada 2017-18 após seis anos ficando de fora da competição continental. Era um passo longo rumo à famigerada recuperação.

Recuperação essa que não ocorreu na temporada seguinte. Ainda que o time tenha conseguido voltar à Liga dos Campeões com um quarto lugar na Serie A, problemas extracampo envolvendo Icardi, sua esposa/agente e seu time quase puseram em risco todo o projeto da Inter. Por sorte, o time soube lidar bem essas questões, ao escolher também um excelente comandante para continuar o trabalho de ressurgimento do time.

Tal comandante é o técnico Antonio Conte, que comandou a Juventus durante o seu processo de “ressurreição” entre 2011 e 2014. Durante seu tempo no clube de Turin, Conte levantou três troféus da liga italiana nos três anos em que esteve no clube.

E mesmo antes da bola rolar, os benefícios da chegada de Conte já são bem claros. Casas de apostas já colocam a Internazionale como segunda favorita ao título italiano da próxima temporada. E além disso, o time tem virado novamente uma atração para grandes estrelas do futebol.

Uma dessas estrelas é o atacante belga Romelu Lukaku. A união entre Conte e um dos carrascos da Seleção Brasileira durante sua eliminação na Copa do Mundo de 2018 estava “marcada” para julho de 2017, quando o seu antigo time, o Chelsea, procurava um substituto para o centroavante brasileiro-espanhol Diego Costa.

Ironicamente, Lukaku chegou à Premier League graças ao Chelsea, que o trouxe do seu time de origem, o Anderlecht, no verão europeu de 2011. Após três anos no clube inglês e duas temporadas em empréstimo em que ele marcou 32 gols em 66 jogos na liga inglesa, ele decidiu sair de Stamford Bridge para ficar com o seu último time, o Everton.

Ele adicionou 53 gols em 110 jogos da Premier League em três anos, antes de aparecer nos radares tanto de Conte no Chelsea, quando no do antigo técnico do Inter, Mourinho, no Manchester United à época. Entretanto, o Chelsea demorou demais para entrar em acordo com o agente de Lukaku, Mino Raiola. E o belga acabou se juntando à Mourinho no United.

Agora as esperanças de Conte são de trazer Lukaku para a Itália, e assim permitir que o problemático Icardi parta para outro clube. O belga se juntaria a nomes como Matteo Politano e Stefano Sensi, que ajudaram a manter o Sassuolo no primeiro nível da Itália por anos a fio; e Nicolò Barella, o ex-Cagliari que é visto como um dos mais promissores jogadores italianos de tempos recentes. Todo esse esforço tem um único objetivo em mente: colocar a Inter de volta ao rumo dos títulos.  E bons passos já foram dados fora de campo

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