Após falar em ‘pacto de sangue’, PT suspende Palocci

O Diretório Nacional do PT decidiu nesta sexta-feira, 22, suspender por 60 dias o ex-ministro Antonio Palocci das atividades partidárias. O motivo é o depoimento de Palocci ao juiz Sérgio Moro no qual o ex-ministro disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha um “pacto de sangue” com a empreiteira Odebrecht.”Ao mentir, sem … Leia Mais


‘Estamos convictos de que Lula será nosso candidato’, diz Gleisi

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o candidato do PT nas eleições presidenciais de 2018, mesmo que venha a ter alguma condenação ratificada em segunda instância, afirmou a presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR). “Temos certeza de que ele será candidato, independente da sentença do Tribunal Regional Federal da 4.ª região. Até … Leia Mais



Seria Geddel a bomba de hidrogênio capaz de dissipar o governo Temer?

Governo teme a delação de Geddel Vieira Lima (PMDB). Não demorou muito, para que rumores começassem a circular dando conta que Geddel Vieira Lima, ex-ministro dos governos: Lula, Dilma e Temer, tentaria fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.   Geddel foi preso após a Policia Federal encontrar num apartamento R$ … Leia Mais


Advogado de Lula depõe a Moro e diz que Marisa tratava de aluguel


Compadre do ex-presidente Lula, o advogado Roberto Teixeira prestou depoimento nesta terça-feira (19) ao juiz Sergio Moro e, assim como o petista, atribuiu a responsabilidade sobre um imóvel alvo de ação penal na Lava Jato à ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu em fevereiro.

Teixeira é réu, junto com Lula, em ação sobre suposto favorecimento da Odebrecht ao ex-presidente por meio da compra de um terreno para o Instituto Lula e de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP).

O Ministério Público Federal afirma que Lula não pagou aluguéis pelo uso da unidade, vizinha à que mora, e que a propriedade foi adquirida com dinheiro da Odebrecht por meio do engenheiro Glaucos da Costamarques, em 2010.

O advogado disse que assessorou na elaboração do contrato de aluguel e que tratou do assunto com Marisa Letícia, que foi quem assinou o contrato de locação.

Disse ainda que, nos anos seguintes, a ex-primeira-dama pediu ajuda para a elaboração da declaração do Imposto de Renda e afirmou que não tem nenhuma informação sobre como se dava o pagamento de aluguéis a Costamarques.

“Minha atuação é apenas e tão somente como advogado. Não sou administrador, não sou gestor. Sou amigo, tão e somente amigo, mas minha amizade não se estende a essas outras informações todas.”

Ele afirma que o fato de os aluguéis estarem declarados no Imposto de Renda de Lula e de Costamarques indica que os valores foram efetivamente pagos. “Se constou no imposto de renda é porque existe.”

O apartamento foi comprado pelo engenheiro, falou Teixeira, por uma junção do interesse em investir no imóvel com a pretensão da família de Lula em ocupar a unidade para garantir mais privacidade.

Ele disse que Costamarques mentiu e falou “asneiras” em seu depoimento na Justiça Federal. O engenheiro afirmou que só recebeu aluguéis a partir de 2015.

Ao depor, na semana passada, Lula afirmou que Marisa Letícia administrava o patrimônio da família e disse desconhecer a suposta falta de pagamento de aluguel.

TERRENO

Costamarques também é alvo da acusação na outra parte da acusação, que trata da compra de um terreno da zona sul de São Paulo que abrigaria a sede do Instituto Lula.

O engenheiro comprou o terreno, assumindo uma série de débitos, e revendeu para uma empreiteira ligada à Odebrecht, em uma atuação apontada pela Procuradoria como a de um laranja.

Teixeira negou que tenha havido irregularidades no processo de compra pela Odebrecht da propriedade.

Ele representou, como advogado, Costamarques nessa negociação e disse que o imóvel foi comprado por ser uma “pechincha”. Costamarques, é primo distante de José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente.

O advogado diz que, após a compra, o ex-diretor da Odebrecht Realizações Paulo Baqueiro de Melo, hoje delator, procurou Costamarques para que um “pool” de empresas adquirisse o imóvel com o objetivo de instalar o Instituto Lula e o acervo presidencial.

Apesar de a Odebrecht Realizações ter negociado a compra da empresa, quem comprou foi a construtora DAG. Segundo Teixeira, esse trâmite foi “absolutamente normal”.

 

Ele negou que tenha recebido qualquer dinheiro “por fora” ou tratado sobre o tema com o ex-ministro Antonio Palocci ou o ex-presidente Lula. Ainda disse que soube, posteriormente, que outros imóveis foram oferecidos a Lula, mas não deu assistência jurídica a nenhum deles. “Minha atuação foi até a lavratura da escritura”, repetiu.

Esse é o último depoimento do processo. Agora, Sergio Moro receberá manifestações finais da defesa e do Ministério Público e, então, poderá decidir sobre o caso. O juiz estabeleceu um prazo de cinco dias para a juntada de documentos.

Folhapress.


Colbert quebra o silêncio sobre Geddel e declara: ‘Cada um responde pelos seus atos’


Após se limitar ao envio de uma nota pública sobre a apreensão dos R$ 51 milhões em apartamento ligado ao ex-ministro Geddel Viera Lima (PMDB), o vice-prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins, nome mais forte do PMDB na cidade, finalmente falou sobre o assunto à Imprensa.

Em entrevista ao Acorda Cidade, Colbert defendeu a responsabilização individual de culpados e direito ao contraditório. “Cada um responde pelos seus atos. Acho que os responsáveis estão responsabilizados e o esperado é que a justiça se posicione.

Esperamos que a justiça faça com que seja permitido o contraditório e a defesa, pois não há porque fazer nenhuma pré-condenação.

A nossa Constituição mostra que a pessoa é, até que se prove o contrário, inocente. Se não é inocente, que seja provado e o Geddel responderá pelos atos dele”, declarou.

Questionado se vai permanecer no PMDB, apesar dos últimos escândalos vinculados a sigla, Colbert confirmou e ponderou que a prisão de Geddel não afeta diretamente o partido. “Continuo no PMDB. Entendo que não é uma questão que afete o partido em si, mas pessoas. E essas pessoas que possam ser afetadas responderão e continuaremos na nossa trajetória”, justificou. E endossou: “Lembrando que o PMDB foi feito por Ulisses Guimarães, Chico Pinto, meu pai (Colbert Martins) e continua sendo feito por tantas pessoas. Então, acredito que não seja uma questão para afetar a instituição”.

Sobre a possibilidade de uma delação premiada do ex-ministro respingar em Feira de Santana, Colbert afirmou que não iria fazer avaliação sobre o que pode acontecer, pois prefere aguardar os acontecimentos para analisar os dados quando eles se colocarem.

Nada combinado

Interrogado se José Ronaldo realmente deixar a prefeitura de Feira de Santana para disputar o Senado, a “gestão Colbert” terá caráter próprio ou aspecto de continuidade, o vice-prefeito respondeu que não combinou nada ainda com Ronaldo, mas no momento adequado terá o “cuidado de avaliar da melhor forma para que Feira de Santana possa ser beneficiada”. “Sou parte de um grupo, não quero antecipar. Neste momento estou entendendo cada vez mais que a gente vive a hora e vive o dia”.

Um dos piores momentos do Brasil

Na avaliação de Colbert, a política nacional é um quadro confuso e muito difícil. Apesar da economia ter reagido, pontua que a instabilidade política afeta todo o país. “Acho que estamos em um dos piores e mais difíceis momentos que já vivemos no Brasil”, lamentou.

Acordacidade


General faz ameaça e não descarta ‘intervenção militar’ no Brasil


Caso o problema político do Brasil não seja resolvido, o general da ativa no Exército, Antonio Hamilton Mourão, que também é secretário de Economia e Finanças da Força, não descartou uma possível “intervenção militar” no Brasil. Durante uma palestra realizada pela maçonaria, em Brasília, nessa sexta-feira (15), Mourão disse que “companheiros do Alto Comando do Exército” podem adotar medida drástica se casos de corrupção continuem desenfreados no país.

Na ocasião, de acordo com a Folha de S. Paulo, ele destacou que poderá chegar a um momento em que os militares terão que impor a ação militar. No entanto, avaliou, que “não será fácil”. Ele também adiantou que não acontecerá agora, porém, poderá ocorrer depois de “aproximações sucessivas”.

 

“Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”, enfatizou Mourão, acrescentando que o Exército teria “planejamentos muito bem feitos” sobre o assunto. Nenhum detalhe sobre o tema foi mencionado.

Histórico

Mourão fazia parte do Comando Militar Sul, em Porto Alegre, mas foi demitido pelo comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas. Em seguida, ele foi transferido para Brasília. Lá, ocupou cargo burocrático e sem comando sobre topas armadas depois de criticar o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.


Mais da metade do ‘quadrilhão’ do PMDB já está presa


Quatro dos sete acusados pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot de integrarem o ‘quadrilhão’ do PMDB – supostamente liderado pelo presidente da República – já estão atrás das grades. São eles: os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (pela segunda vez) e o ex-assessor especial de Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, o ‘homem da mala da JBS’.

Houve um tempo em que os quatro desfrutaram de poder e prestígio político em Brasília até que, ao longo do último ano, foram tirados de circulação pela PF no bojo de operações distintas, todas deflagradas para combater corrupção e lavagem de dinheiro – Lava Jato, Manus, Pátmos e Tesouro Perdido.

Na denúncia que levou ao Supremo Tribunal Federal na quinta-feira, 14, contra Temer e seus aliados históricos, Janot afirma que a liderança do ‘quadrilhão’ era exercida pelo presidente.

Também fazem parte do grupo, segundo a acusação, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República).

Todo o ‘quadrilhão’ foi denunciado por organização criminosa na última flechada de Janot, que encerra seu segundo mandato neste domingo, 17.

Eduardo Cunha foi o primeiro integrante do ‘quadrilhão’ a ser capturado. Em 19 de outubro de 2016, por ordem do juiz federal Sérgio Moro, o peemedebista foi preso na Asa Sul, em Brasília, e levado a Curitiba.

O ex-deputado já foi condenado por crimes de corrupção, de lavagem e de evasão fraudulenta de divisas a 15 anos e 4 meses de prisão na Lava Jato. O peemedebista foi sentenciado em ação penal sobre propinas na compra do campo petrolífero de Benin, na África, pela Petrobrás, em 2011.

A prisão de outros dois protagonistas do ‘quadrilhão’ ocorreu em um período de três dias, este ano.

Em 3 de junho, Rodrigo Rocha Loures, o ‘homem da mala da JBS’, foi capturado preventivamente por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo.

No dia 6, Henrique Alves foi levado pela Polícia Federal, aos gritos de ‘ladrão’ e ‘safado’, na Operação Manus por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a construção da Arena das Dunas, em Natal.

Loures é o h’omem da mala preta’. Em abril, a Polícia Federal filmou, em ação controlada autorizada pela Corte, Loures saindo apressado do estacionamento de uma pizzaria em São Paulo. Na mão direita, uma mala recheada com R$ 500 mil em propinas da JBS.

A prisão de Loures foi substituída, em 30 de junho, por uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno (das 20 às 6 horas) e também aos sábados, domingos e feriados. O homem da mala e Michel Temer foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva em 26 de junho. A acusação foi rejeitada pela Câmara dos Deputados em agosto.

Henrique Alves continua preso. O ex-deputado é acusado de receber propina por meio de doações eleitorais oficiais e não oficiais, entre 2012 e 2014, em troca de favorecimento a empresas de construção civil, como a OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia.

O peemedebista foi ministro do Turismo do Governo Temer por pouco mais de um mês. Em junho do ano passado, Henrique Alves deixou o cargo após ser citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sergio Machado, que declarou ter repassado ao ex-deputado R$ 1,55 milhão em propina entre 2008 e 2014. Henrique Alves também foi ministro do Turismo de Dilma.

O último peemedebista do ‘quadrilhão’ a ser preso foi Geddel Vieira Lima. O ex-ministro de Temer e Lula foi capturado duas vezes em dois meses por ordem juiz federal da 10ª Vara, Vallisney de Oliveira.

Em 3 de julho, Geddel foi levado pela PF em caráter preventivo por supostamente tentar atrapalhar as investigações da Operação Cui Bono?. A ação investiga irregularidades cometidas na vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, durante o período em que foi comandada pelo aliado de Temer.

Geddel ficou preso pouco mais de 1 mês. Por ordem do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em 13 de julho, o peemedebista foi mandado para casa. Sem tornozeleira eletrônica, porque o equipamento não estava disponível na Bahia.

A prisão domiciliar de Geddel foi encerrada em 8 de setembro. Três dias antes, a Polícia Federal havia encontrado a fortuna de R$ 51 milhões em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador. O dinheiro estava armazenado em caixas e malas dentro do bunker atribuído a Geddel. Nas cédulas, a PF identificou as digitais do peemedebista. Geddel está agora no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O ‘quadrilhão’ do PMDB arrecadou R$ 587 milhões em propina, segundo a denúncia de Janot. Valores teriam sido arrecadados na Petrobrás, em Furnas, na Caixa Econômica Federal, no Ministério da Integração Nacional, no Ministério da Agricultura, na Secretaria de Aviação Civil e na Câmara dos Deputados.

“Os crimes praticados pela organização geraram prejuízo também aos cofres públicos. Nesse sentido, em acórdão lavrado pelo TCU, estimou-se que a atuação cartelizada perante a Petrobrás implicou prejuízos à estatal que podem ter chegado a R$ 29 bilhões”, afirma o procurador-geral.

Estadão


Palocci diz ter feito entregas de dinheiro vivo pessoalmente a Lula


O ex-ministro Antonio Palocci afirmou, em negociação de delação premiada, que fez entregas de dinheiro vivo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pelo menos cinco ocasiões.

O dinheiro teria sido entregue pessoalmente por Palocci a Lula, em pacotes de R$ 30 mil, R$ 40 mil ou R$ 50 mil.

 

A informação foi revelada pela revista “Veja” e confirmada pela reportagem.

Palocci fez as declarações ao negociar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. O relato sobre as entregas a Lula está nos anexos do acordo – uma espécie de sumário do que o delator irá contar, caso o acordo seja fechado. Não há prazo para o compromisso ser fechado nem certeza se a informação será mantida na versão final do acordo.

As quantias entregues a Lula eram destinadas a despesas pessoais do ex-presidente, segundo o relato do ex-ministro.

Valores mais elevados eram entregues no Instituto Lula, por meio do ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic -conforme ele já havia relatado em depoimento ao juiz Sergio Moro, na semana passada.

 

As propinas, segundo o ex-ministro, integravam a conta-corrente que o PT tinha com a empreiteira Odebrecht, expressa na planilha “Programa Especial Italiano”, do setor de Operações Estruturadas da empresa.”Italiano” é uma referência a Palocci.

OUTRO LADO

O ex-presidente Lula nega que tenha recebido quaisquer valores ilícitos durante ou depois de seu mandato.

Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins afirmou que “Palocci mente para obter benefícios judiciais, que envolvem não só a sua liberdade como o desbloqueio do seu patrimônio”.”Lula já teve suas contas e de parentes devassadas e jamais foram encontrados quaisquer valores ilícitos”, declarou o defensor.

Em depoimento nesta quarta (13), Lula acusou Palocci de ser “frio, calculista e simulador” e de ter mentido ao juiz Moro.

GLEISI

Dirigentes do PT desafiaram, nesta sexta, o ex-ministro a apresentar provas contra o ex-presidente.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que “Palocci está mentindo”. “Qual é a prova que ele tem? Falar de Lula todo mundo está falando, todos delatores estão falando. Falar de Lula é o que quer o juízo de Curitiba. O ministro Antonio Palocci tem que apresentar provas”, disse Gleisi, após audiência com moradores de rua.

O deputado federal Paulo Teixeira (SP) disse que “a regra de delação com o juiz Sérgio Moro é falar de Lula para obtenção de benefícios”.

“Não acredito nisso. Cabe a Palocci apresentar provas do que diz”.

Vice-presidente do PT, o ex-ministro Alexandre Padilha disse que Palocci mente. “Posso jurar: é mentira. Lula nunca se meteu com dinheiro vivo. Ele nunca se meteu com qualquer dinheiro. Nunca cuidou disso”.

Folhapress.