Lídice sobe o tom contra Rui e chama de ‘absurdo’ retirada dela da chapa

A senadora Lídice da Mata (PSB) subiu o tom e chamou de “absurdo” a possibilidade de ela ser alijada da chapa majoritária do governador Rui Costa à reeleição. Evocando a célebre frase do ex-governador baiano Otávio Mangabeira, “Pense num absurdo. Na Bahia tem precedente”, a socialista resolveu vociferar contra a questão. “Na Bahia, se pretende … Leia Mais


Ciro defende novo projeto industrial e promete gasolina a R$ 3

O pré-candidato à presidência Ciro Gomes (PDT) afirmou nesta segunda-feira (18) que o Brasil precisa de um novo projeto industrial envolvendo o setor estatal e o privado para se desenvolver. Segundo Ciro, uma de suas prioridades é reindustrializar o país. As decisões erradas, segundo ele, atualmente são tomadas para manter os interesses de uma “minoria agressivamente … Leia Mais





Lei do Silêncio: Lídice determina que socialistas não comentem nada sobre chapa majoritária


A senadora Lídice da Mata (PSB) adotou uma estratégia nestes últimos dias que antecedem o fechamento da chapa majoritária aliada de Rui Costa (PT): ninguém do PSB deve comentar, analisar, avaliar ou dar declarações sobre a composição e suas implicações.

Após a reunião da tarde da última quarta-feira (13) ficou decidido que a senadora conversará com Otto Alencar, presidente estadual do PSD, com Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT. A chapa será anunciada, segundo o governador, até a próxima terça-feira (19).

A decisão, está tomada. O que falta é o ajuste e este ajuste pode acarretar em mudança naquilo que foi decidido. Parece confuso e é. Explica-se: as cartas postas na mesa criam cenários que podem desarrumar o jogo.

O fato de o PSD ser a principal força política aliada ao projeto pesa, contudo, os outros partidos que compõem o “colegiado”, principalmente, os de centro-esquerda estão convencidos de que é preciso dar um recado ao grupo de Otto.

A ideia é que todos os partidos devem crescer em condições iguais de modo que não haja um protagonista exclusivamente beneficiado com as escolhas.  A história de que o PSD está se tornando maior que o PT, líder do processo político no estado, não agrada nem mesmo aos petistas.

O senador Otto Alencar nega qualquer possibilidade de “força a barra” neste sentido. Mas o fato de ter a presidente da Assembleia Legislativa com Angelo Coronel, da UPB com Eures Ribeiro, o maior número de prefeitos eleitos e uma chapa de pré-candidatos aos legislativos federal e estadual com chances reais de crescimento coloca uma pulga atrás da orelha dos aliados.

Quadros políticos do agrupamento dizem que os méritos pelas vitórias eleitorais de 2016 dos pessedistas devem ser compartilhados com o governo, pois as secretarias estratégicas ocupadas pelo partido (Seinfra e Sedur) foram fundamentais para êxito.

Saídas — Quem apostou que a disputa eleitoral para prefeitura de Salvador estava na mesa, errou. Existem outras dificuldades postas que precisam de solução. Entre as quais está a engenharia política para eleger Bebeto Galvão.

Como já noticiado por Levi Vasconcelos em A Tarde e pela Tribuna da Bahia, e lá atrás pelo BNews, a expectativa de votos de Bebeto para deputado federal com a entrada de Lídice da Mata na disputa é de queda.

As costuras para que uma das suplências seja ocupada por um socialista estão sendo confeccionados por PT, PSD e PSB. O problema é que PDT, PCdoB e PR já haviam “solicitado” o espaço.

O ex-governador da Bahia e principal articulador político da composição política, Jaques Wagner (PT), tem dito que o “problema é bom, pois tem mais jogador do que lugar no time”. Isto se tudo for conduzido de forma madura e harmônica.

Mas quando os espaços são escassos e o que está em jogo é a sobrevivência política, o cenário que se desenha é de “o meu pirão primeiro” e para além disso o “grito” de quem fala mais alto é o que se impõe quando o impasse não se resolve no argumento. E isso sempre provoca traumas.

Os próximos dias serão decisivos para a definição da chapa completa. Já com os respectivos suplentes. Embora o favoritismo do grupo seja anunciado até mesmo pelos adversários, os insatisfeitos que não terão como “sobreviver politicamente” podem fazer do “problema bom” um problemão.

Resta saber qual será o tom narrativa do Palácio de Ondina, de Wagner, de Otto e da própria Lídice após o anúncio. Ato contínuo e se confirmando uma das suplências para um quadro do PSB, ficará ainda a pergunta: como os outros aliados irão reagir.

ALBA — Uma coisa é certa, o governador já avisou o PSD que se a vaga do Senado ficar com eles, a presidência da ALBA em 2019 muda de partido.

Bocãonews


‘Seguia ordens’ de Marisa no sítio em Atibaia, diz ex-segurança de Lula


ex-segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Itamar de Oliveira, afirmou que cumpria ordens da ex-primeira-dama Marisa Letícia em “serviços” relacionados ao sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). Ele foi ouvido nesta quarta-feira (13), como testemunha de defesa do ex-assessor de Lula, Rogério Aurélio Pimentel.

Marisa Letícia morreu em fevereiro de 2017, vítima de um AVC.

Itamar diz ter trabalhado durante seis anos, desde 2005, inicialmente como segurança e, depois, como assistente de ordem. Ele alega ter ido “três ou quatro vezes ou mais” por semana ao sítio Santa Bárbara.

O ex-segurança afirma que, ao lado de Aurélio, se deslocava entre o apartamento em São Bernardo do Campo e o sítio. “Dona Marisa determinava o que era para ele fazer, passava para mim, e eu ia fazer o serviço”.

 

O caso envolvendo o sítio representa a terceira denúncia contra Lula no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo a acusação, a Odebrecht, a OAS e também a empreiteira Schahin, com o pecuarista José Carlos Bumlai, gastaram R$ 1,02 milhão em obras de melhorias no sítio em troca de contratos com a Petrobras. A denúncia inclui ao todo 13 acusados, entre eles executivos da empreiteira e aliados do ex-presidente, até seu compadre, o advogado Roberto Teixeira.

O imóvel foi comprado no final de 2010, quando Lula deixava a Presidência, e está registrado em nome de dois sócios dos filhos do ex-presidente, Fernando Bittar – filho do amigo e ex-prefeito petista de Campinas Jacó Bittar – e Jonas Suassuna. A Lava Jato sustenta que o sítio é de Lula, que nega.

Estadão Conteúdo.


Senadores querem encaminhamento para pedido de impeachment de Gilmar


O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou questão de ordem na sessão plenária desta terça-feira (12) para que seja dado encaminhamento aos pedidos de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes recebidos pelo Senado. Ele destacou o pedido formulado em abril pelo jurista e professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) Modesto Carvalhosa.

Randolfe leu uma lista com nove razões apresentadas pelo jurista que fundamentam o pedido de impeachment para demonstrar que Gilmar Mendes “sistemática e reiteradamente abusa do cargo e das funções que exerce, cometendo inúmeras vezes os crimes de responsabilidade”. As informações são da Agência Senado.

“Eu acho que a responsabilidade de dar uma resposta, em especial a essa denúncia apresentada pelo doutor Modesto Carvalhosa, é de todos nós membros do Senado da República. Não me refiro ao presidente ou à Mesa, mas ao conjunto do Plenário do Senado e para que seja dado o encaminhamento que requer a Constituição, a Lei 1079 [de 1950] e o Regimento do Senado”, disse Randolfe.

 

Até a publicação desta matéria, o ministro não havia se pronunciado sobre o assunto.

Em complementação à questão de ordem, o senador Lasier Martins (PSD-RS), que já havia se pronunciado sobre o tema na semana passada, voltou a criticar a condição de relator assumida por Gilmar Mendes em matéria na qual, segundo o parlamentar, o ministro deveria se declarar impedido. Trata-se do julgamento da suspensão do voto impresso nas eleições de outubro, uma vez que o ministro já foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lasier também destacou a “série inconcebível de libertações de presos” promovidas por Gillmar Mendes e pediu mais esclarecimentos sobre o encaminhamento das denúncias.

“Essa questão de ordem se justifica porque há um clamor com relação às decisões do ministro Gilmar Mendes. Nós sabemos que há uma série de pedidos de impeachment na Mesa do Senado, mas não sabemos qual é o conteúdo e quais os despachos que vêm sendo recebidos. E queremos saber se a decisão cabe ao presidente do Senado ou à Mesa do Senado, com possibilidade de recurso”.

O senador João Capiberibe (PSB-AP) manifestou apoio à questão de ordem em razão do “questionamento que se faz na sociedade brasileira sobre esse comportamento” dos ministros do Supremo.

“Esse é um caso que se debate publicamente e quem tem a responsabilidade de coibir esse tipo de comportamento é esta Casa, é o Senado da República, é a política que deve dar a condução. E nós fomos eleitos para isso”, afirmou.

Noticiasaominuto


‘As pessoas pensam que o presidente sabe tudo’, diz FHC a Moro


Em depoimento ao juiz Sérgio Moro como testemunha de defesa do ex-presidente Lula (PT), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou, nesta segunda-feira (11), que o chefe de Estado não tem como saber de tudo que ocorre na administração pública durante o seu governo.

“No Brasil as pessoas pensam que o presidente pode tudo e sabe tudo”, declarou o tucano, segundo a Folha.

Ainda de acordo com a publicação, FHC concordou com a tese da defesa do petista de que a responsabilidade por eventuais problemas na Petrobras não pode ser transferida para o presidente.

Fernando Henrique depôs nesta segunda no processo relativo ao sítio de Atibaia e já havia falado a Moro como testemunha no caso do triplex do Guarujá (SP), pelo qual Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão.

Bahia.ba


‘PT não tem ninguém melhor que Haddad para a Presidência’, diz Siqueira


Após o ex-ministro Joaquim Barbosa ter desistido, em maio, de concorrer à Presidência da República pelo PSB, o apoio do partido passou ser disputado pelo PT, por Marina Silva (Rede) e por Ciro Gomes (PDT). Na entrevista, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse que não vê “clima favorável” no PSB para apoiar Marina e que Fernando Haddad (PT) deve ser o candidato petista.

O PSB negocia com o PT um possível apoio ao candidato presidencial petista, que, por ora, é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso. Essa situação não é desconfortável?

O PT disse que vai levar até agosto ou setembro a candidatura dele, mas eu, pessoalmente, estou convencido de que Lula não poderá ser candidato. Até gostaria que fosse, porque encerraria esse assunto de uma maneira melhor. Mas isso não será possível, e o PT certamente indicará um novo nome para substituí-lo quando chegar no limite do ponto de vista jurídico. Essa interrogação é problemática para a eleição.

Então o PSB está conversando com o PT já tendo em vista que o candidato será outro?

No momento em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotar sua posição definitiva, Lula terá de ser substituído. O candidato apoiado por ele não será desprezível. Há um peso.

Acredita que o ex-prefeito Fernando Haddad será o substituto?

Acredito que sim.

É um bom nome?

Tem experiência. Já foi ministro e prefeito de uma grande cidade. No âmbito do PT, não tem ninguém melhor do que ele. O fato de ser de São Paulo tem o seu peso, já que o eleitorado nordestino, que é grande, o PT já detém.

Como está a conversa com os interlocutores do PT?

Tem acontecido. Temos o interesse do apoio deles em alguns Estados e, em outros, podemos apoiá-los. Há conversas também com o PDT. O Podemos nos procurou, e o (ex-governador de São Paulo e candidato à Presidência pelo PSDB) Geraldo Alckmin esteve comigo em Brasília na sede do partido. Há vários interessados no nosso apoio.

O que achou dos números da última pesquisa Datafolha? Acredita que Jair Bolsonaro vai para o segundo turno?

Espero que não, mas ninguém tem certeza disso. A pesquisa mostrou um certo grau de indefinição, mas, ao mesmo tempo, indicou a possibilidade de afunilamento (das candidaturas). A centro-direita não vai sair pulverizada como se encontra nesse momento.

O PSB já não cogita mais apoiar o Alckmin. Como fica a situação do governador Márcio França em São Paulo se o partido apoiar um nome da esquerda?

O Márcio tem uma longa trajetória de parceria com Alckmin e o PSDB de São Paulo. Ele tem dito que o apoiará e nós respeitaremos.

O PSB está sendo assediado pelo PT, Ciro Gomes e Marina Silva. Como está o debate interno?

O congresso nacional do PSB colocou três hipóteses para a executiva: a primeira, que era ter candidatura própria, se esvaiu com a desistência de Joaquim Barbosa; a segunda é fazer aliança com os partidos que estão mais próximos do ponto de vista programático; e a terceira, não fazer coligação formal com nenhum candidato. Essas duas últimas hipóteses estão em debate. Temos dez (pré-)candidatos a governador, por isso, temos muito cuidado para não prejudicá-los. Levaremos pelo menos até o fim do mês para tomar uma decisão concreta sobre o caminho que iremos adotar. A prioridade do partido é ampliar suas bancadas na Câmara e no Senado e eleger o maior número de governadores possível.

Há alguma possibilidade de o PSB apoiar Marina Silva? A Rede sinaliza que gostaria de compor com o partido.

Ela é uma candidata forte. Nunca dissemos sim ou não para ela, mas estranhamos o fato de o partido dela ter rompido, há pouco menos de dois meses, com dois governadores do PSB, do Distrito Federal e de Pernambuco. O governador da Paraíba ela nunca apoiou. É estranho ela querer apoio e romper com governos do PSB. Não consigo entender isso. Passamos a não considerar essa hipótese. Neste momento, não vejo clima favorável para (apoiar) essa candidatura presidencial. É muito estranho que queiram um apoio nacional quando se rompe sem motivos relevantes. Até hoje não sabemos a razão desse rompimento. A política é de mão dupla.

É possível recompor a relação com Marina?

Acho muito difícil, mas, na política, nunca devemos dizer nunca ou jamais. Mas acho remota essa possibilidade.

Ciro Gomes é quem hoje está mais próximo do PSB?

Tanto o PDT quanto o PT têm nos procurado com bastante frequência. Ambos mostraram possibilidades de apoio aos nossos candidatos. Vamos conversar e ver se esses apoios de fato se concretizam. Não é possível ficar apenas na palavra. É necessário que façam ações concretas em torno das soluções estaduais. Não é possível que o apoio seja unilateral.

Ciro Gomes ventila a possibilidade de escolher o ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), como vice dele. O que acha dessa ideia?

Se houver a coligação com o PDT em torno da candidatura do Ciro, eu simpatizo muito com a hipótese de o Márcio Lacerda ser o vice dele.

Existe alguma chance de Joaquim Barbosa mudar de ideia e entrar na disputa para a Presidência da República?

Não considero essa possibilidade. Seria uma surpresa para nós. Desde o dia que ele desistiu, não nos procurou mais. Soube que ele estaria viajando para Japão e China. Uma candidatura presidencial é algo muito sério para ficar nesse vai e volta. Não cogitamos essa possibilidade.

O Estado de S. Paulo.