Política

WhatsApp desativa contas ligadas ao PT por prática de spam político

O WhatsApp desativou nove contas ligadas ao Partido dos Trabalhadores por envio automatizado de mensagens, o que configuraria spam político. As ações são proibidas pela plataforma.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o PT confirmou ao UOL que as contas começaram a ser desativadas desde 25 de junho. De lá pra cá, quatro canais foram restabelecidos.

A movimentação nas contas foi considerada suspeita pelos sistemas de aprendizado de máquina usados pelo WhatsApp. Pessoas de dentro da empresa afirmaram à publicação que cerca de 30 contas, também removidas, foram detectadas direcionando usuários para os perfis do PT. Tratava-se de um movimento coordenado.

O Partido dos Trabalhadores disse que contratou uma empresa especializada em disparo em massa de mensagens pelo WhatsApp, a LEADWhats, de Curitiba. A presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, acusou o Facebook, responsável pelo WhatsApp, de ter “um lado”. A punição, então, seria reflexo do descontentamento da empresa diante do PL das Fake News, apoiado pelo PT.

A proposta foi aprovada no Senado Federal, e aguarda apreciação na Câmara dos Deputados. Entre as medidas propostas está a obrigatoriedade de as redes sociais pedirem documento e telefone para quem se cadastrar na plataforma. Isso facilitaria o rastreamento da origem de mensagens que viralizem nas redes sociais. Por outro lado, o PL foi votado no dia 30 de junho, após o início do cancelamento das contas.

Gleisi afirmou à Folha que o Facebook não é transparente, e o bloqueio das contas ocorreu dias após o início do abaixo-assinado pelo impeachment de Jair Bolsonaro. Em carta enviada à empresa na segunda-feira (6), a petista ameaçou acionar a Justiça, caso o Facebook não responda aos questionamentos sobre o motivo da exclusão das contas.

“É importante sabermos do que estão nos acusando. Até agora, Facebook e WhatsApp não mandaram. Se há hipocrisia aqui é da parte deles, que acobertaram milhões de fake news na campanha de 2018, não denunciaram, fizeram vistas grossas a um monte de coisas e agora vem querer dar uma de lisura total. Acho que eles é que têm de explicar a lisura deles. Acho que são pouco confiáveis”, afirmou.

Na quarta-feira (8), o Facebook excluiu dezenas de páginas vinculadas à família Bolsonaro e a deputados do PSL, partido pelo qual o presidente se elegeu.

Bahia.ba

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