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Waack: ‘Bolsonaro não se importa com o risco, inclusive o do ridículo’

O jornalista William Waack usou o espaço de sua coluna no jornal “O Estado de S. Paulo” para tecer duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro.

“Três meses depois de assumir, Jair Bolsonaro demonstra que gosta de viver na beiradinha do risco. O principal deles no momento é arriscar um capital político – aquele que conquistou nas eleições – numa perigosa aposta contra o tempo. A comparação com o que acontece em economia é elucidativa: até agora ele investiu esse capital em quê?”, escreve o jornalista.

Waack continua sua análise do atual governo. “Não são as pesquisas de opinião (na qual bolsonaristas, a risco próprio, não acreditam mesmo). Essa deterioração é perceptível em repetidas manifestações de impaciência com o ritmo (ou falta dele) que o governo imprimiu às reformas”.

 

“Nesses círculos, que abrangem o mundo financeiro, industrial, de serviços e empresarial, Bolsonaro está se arriscando a provocar uma irreversível estupefação negativa. São setores que já em boa medida cessaram de ver nele o homem ‘que resolve’, para enxergar nele o ‘errático’, insuportavelmente viciado em redes sociais e polêmicas inúteis, que precisa ‘ser levado” a resolver’.

Em outro trecho, o jornalista afirma: “episódios como a bagunça no MEC e as tiradas do chanceler, reiteradas pelo próprio presidente, produzem situações de ridículo, talvez o mais poderoso ácido corrosivo da imagem de quem precisa ser levado a sério para governar”.

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