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Vilas-Boas reage às críticas feitas pelo ex-secretário de Saúde Jorge Solla

JORGE SOLLA X VILLAS BOASO atual secretário de Saúde do Estado da Bahia, Fabio Vilas- Boas, rebateu as duras críticas do ex-secretário e deputado federal Jorge Solla (PT), apresentando os projetos desenvolvidos por ele em parceria com a equipe e que foram definidos para a pasta na gestão do governador Rui Costa (PT). Nessa terça-feira (21/1), o ex-secretário de Saúde disse que as recentes medidas adotadas pelo novo gestor, como a demissão de 200 funcionários do órgão sem ao menos ter conhecimento de quais atividades e funções eles exerciam dentro da pasta, foi “insensível e absurda. Não ofereceu alternativas a estas pessoas, algumas delas com anos de trabalho e dedicação ao serviço público”. As declarações foram feitas no aplicativo WhatsApp, onde cerca de 200 profissionais participam, inclusive, a mulher do ex-secretário Marília Solla, que também teceu críticas ao atual secretário de Saúde. O cardiologista Fabio Villas Boas explicou ter conhecimento de quem são os servidores exonerados e que o ato de extinção desses cargos foi realizado por Lei e a regulamentação foi feita por Portaria. Parte, inclusive, da reforma administrativa coordenada pelo secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório. “Ressaltamos que não foi uma situação particular da pasta e sim, parte do contexto da Reforma Administrativa. Como o ato de afastamento dos servidores foi retroativo a 1º de janeiro, é importante esclarecer que os dias trabalhados serão honrados pelo Estado. O perfil dos cargos eram de pessoas que ocupavam, prioritariamente, atividades administrativas”, informou. Nos bastidores políticos, especula-se que o petista Jorge Solla já vinha se desentendendo com o governador Rui Costa (PT) desde que começou a ser formulada a equipe de transição que apontava a nomeação do cardiologista Vilas-Boas. Na mensagem, o deputado federal acrescenta ainda que os servidores tinham os salários mais baixos da secretaria, o que demonstra que não houve preocupação, de fato, com a necessária redução de custos para enfrentar o arrocho financeiro previsto para o ano de 2015 no Estado e no País. “A dita economia se deu com corte dos cargos mais baixos. O corte atingiu os que ganham menos salários e que davam sustentação ao trabalho administrativo das unidades e do nível central, já que tem 20 anos que não se faz concurso para a área administrativa do estado”, destacou. Segundo ele, a reforma administrativa e a postura da Secretaria Estadual de Administração são medidas que não assumem a verdadeira responsabilidade e compromisso com a área da Saúde. “Mais uma vez, a Saeb (Secretaria Estadual de Administração) toma medidas sem assumir a sua verdadeira responsabilidade”, disparou. Serviços comprometidos – Além das críticas à forma de condução da Secretaria de Saúde pelo novo gestor Fabio Vilas-Boas, o deputado federal eleito afirma ainda que o órgão não apresentou soluções para serviços que estão comprometidos em áreas tidas por ele como essenciais, como a assistência farmacêutica, unidades de coleta e transfusão de sangue, “entre outras”. “Sequer tiveram o cuidado de procurar saber o que estes profissionais faziam. Não pode continuar este desmonte em uma área tão estratégica como a Saúde em nosso governo”. Através da nota à imprensa, o secretário de saúde ressaltou diversos pontos da nova administração e justificou algumas decisões, como as demissões.

“Quase 30 anos após a implantação do SUS, o processo progressivo de municipalização da saúde na Bahia atingiu um estágio de maturidade administrativa que tornou desnecessária a presença do Estado através das Dires, havendo sobreposição, redundância de funções e ingerência desnecessária do Estado nas ações municipais”. E acrescentou: “O Governo Rui Costa valoriza e respeita o papel do servidor público, e nenhuma ação será tomada de forma unilateral, sem diálogo, para encontrar a melhor alocação funcional para cada um desses servidores das Dires”. Segundo Villas Boas, um dos desafios mais urgentes será “ajustar a atuação das secretarias estaduais, inclusive, da Sesab, no nível regional. Trata-se da necessidade de aprimorar a coordenação federativa. Em certa medida, a municipalização conduziu a uma fragmentação do sistema de Saúde que precisa ser revertida. Acrescente-se a isso a necessidade de melhorar a eficiência da gestão pública. Se não há dúvidas de que faltam recursos financeiros ao SUS, também é certo que é possível utilizar melhor os recursos disponíveis”, concluiu o secretário. (Tribuna)

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