Política

Vereador do PP deixa campanha de Pelegrino e se engraça com ACM Neto

O vereador Orlando Palhinha (PP) deve comunicar hoje ao PT que a partir de agora não vai mais dar suor pela campanha do petista Nelson Pelegrino à Prefeitura de Salvador. Ele alega que, a despeito de vir trabalhando o nome de Pelegrino há dois meses na região da Suburbana, um dos seus principais redutos eleitorais, até hoje não recebeu qualquer apoio “logístico ou de estrutura de campanha” do candidato.

“Gosto muito de Pelegrino, não tenho nada contra o deputado e o candidato, mas não posso fazer o trabalho sozinho. A partir de agora, minha campanha está desvinculada da dele. Vou pedir votos só para Palhinha. Além de tudo, é mais fácil”, afirmou o candidato ao Política Livre. Segundo um assessor do vereador, é a melhor estratégia para ele porque, assim, pode contar com a ajuda de amigos que têm resistência ao PT e por este motivo haviam se afastado dele.

Palhinha é o segundo vereador do PP que anuncia estar fora do time de Pelegrino. O primeiro foi Jorge Jambeiro, um político egresso do PSDB, que, diferentemente de Palhinha, nunca teve identidade com o candidato petista e teria entrado numa barca furada ao filiar-se ao PP porque foi um dos poucos a acreditar que o deputado federal João Leão, ex-secretário do prefeito João Henrique, levaria até o fim sua candidatura a prefeito pelo partido.

Apesar de Palhinha não ter dado mais detalhes sobre o distanciamento em relação à campanha majoritária petista, seu assessor não omitiu nada. Disse que numa reunião recente no Subúrbio ouviu de outros candidatos a vereador, inclusive do próprio PT, que as torneiras estão fechadas na campanha petista e que também falta apoio para que eles levem a campanha de Pelegrino para o seio das comunidades da periferia.

“O jeito é fazer como Palhinha. Trabalhar sozinho, pedindo votos para si mesmo, porque a luta não está fácil”, afirma, fazendo um cálculo que tem deixado os candidatos à Câmara Municipal desesperados. Ao todo, estão concorrendo às 43 vagas no Legislativo municipal 1.269 candidatos. “É pior do que vestibular para Medicina”, acrescenta, todo sabido. Palhinha não disse se procuraria outro candidato a prefeito, mas o Política Livre ouviu do assessor indiscreto uma leve menção ao democrata ACM Neto.

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