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Valença e PTN: Surto de leishmaniose assusta moradores da Tesoura 2 e Taboado

g_div-leishmanioseUm surto da doença, Leishmaniose, vem preocupando moradores da região da Tesoura 2, zona rural de Presidente Tancredo Neves, e Taboado, zona rural de Valença. Segundo informações, a doença se alastrou na região e mais de 20 pessoas está infectadas. A suspeita do que pode está ocasionando este surto é a presença de cachorros infectados com a doença, servindo de hospedeiro.
Segundo o Ministério da Saúde, a Leishmaniose é uma doença infecciosa, porém, não contagiosa, onde o hospedeiro pode ser o cão doméstico, ela é transmitida por insetos que se alimentam de sangue, como o mosquito palha ou asa branca. Há dois tipos de leishmaniose:tegumentar ou cutânea e a visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo. A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois, acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.

Transmissão

A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Os flebótomos medem de 2 a 3 milímetros de comprimento e devido ao seu pequeno tamanho são capazes de atravessar as malhas dos mosquiteiros e telas. Apresentam cor amarelada ou acinzentada e suas asas permanecem abertas quando estão em repouso. Seus nomes variam de acordo com a localidade; os mais comuns são: mosquito palha, tatuquira, birigüi, cangalinha, asa branca, asa dura e palhinha. O mosquito palha ou asa branca é mais encontrado em lugares úmidos, escuros, onde existem muitas plantas.

As fontes de infecção das leishmanioses são, principalmente, os animais silvestres e os insetos flebotomíneos que abrigam o parasita em seu tubo digestivo, porém, o hospedeiro também pode ser o cão doméstico.
Na leishmaniose cutânea os animais silvestres que atuam como reservatórios são os roedores silvestres, tamanduás e preguiças. Na leishmaniose visceral a principal fonte de infecção é a raposa do campo.
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Sintomas de Leishmaniose

Leishmaniose visceral: febre irregular, prolongada; anemia; indisposição; palidez da pele e ou das mucosas; falta de apetite; perda de peso; inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço.
Leishmaniose cutânea: duas a três semanas após a picada pelo flebótomo aparece uma pequena pápula (elevação da pele) avermelhada que vai aumentando de tamanho até formar uma ferida recoberta por crosta ou secreção purulenta. A doença também pode se manifestar como lesões inflamatórias nas mucosas do nariz ou da boca.

Diagnóstico de Leishmaniose

O diagnóstico da leishmaniose é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais e, assim como o tratamento com medicamentos, deve ser cuidadosamente acompanhado por profissionais de saúde. Sua detecção e tratamento precoce devem ser prioritários, pois ela pode levar à morte.

Prevenção

  • Evitar construir casas e acampamentos em áreas muito próximas à mata
  • Fazer dedetização, quando indicada pelas autoridades de saúde
  • Evitar banhos de rio ou de igarapé, localizado perto da mata
  • Utilizar repelentes na pele, quando estiver em matas de áreas onde há a doença
  • Usar mosquiteiros para dormir
  • Usar telas protetoras em janelas e portas
  • Eliminar cães com diagnóstico positivo para leishmaniose visceral, para evitar o aparecimento de casos humanos.

As informações são do Nossa Voz Bahia

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