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Uso de esterco de galinha está causando desequilíbrio no meio ambiente do recôncavo e baixo sul da Bahia

O uso inadequado do esterco de galinha é apontado por moradores das regiões recôncavo e baixo sul do estado da Bahia como causador da infestação de moscas em propriedades rurais.

Reprodução Youtube

O desequilíbrio no meio ambiente, tem feito com que animais passem sufoco, os mais afetados são equinos, bovinos, cães e gatos.

Em um vídeo gravado por um morador não identificado é possível notar o incomodo do animal, ele diz que aprestará denúncia na Agência de Defesa Agropecuária da Bahia ADAB, em Gandu.

A infestação das moscas é relatadas na zona rural dos municípios de Mutuípe, Valença e Presidente Tancredo Neves.

Ao picar, as moscas sugam o sangue dos bichos, que ficam desesperados. Os animais perdem parte do rabo quando se esfregam para espantar os insetos e fica com diversos ferimentos.

A grande quantidade de moscas faz com que a prega se torne difícil de ser combatida. O ciclo reprodutivo ocorre entre 7 e 10 dias,

Segundo o secretário de meio ambiente do estado da Bahia, João Carlos, os casos de utilização de esterco de cama de frango, já estão sendo acompanhados e técnicos serão enviado a região para acompanhar a situação, ele alerta ainda que a prática de uso irregular do esterco de galinha pode ser combatido com multa e denúncia ao Ministério Publico para apuração e eventual criminalização.

Em fevereiro deste ano, o especialista e entomólogo da Ufla, Luis Cláudio Paterno, declarou ao G1 “No caso de fezes de aves é um excelente recurso porque tem bastante nitrogênio e nitrogênio é um nutriente importante para esses insetos, então eles vão com certeza utilizar esses recursos. Se esse recurso alimentar estiver em quantidade muito grande, a população de moscas só vai aumentar até consumir todo esse recurso”, explicou ele.

O programa Globo Rural em novembro de 2018 exibiu matéria ensinando produtores a produzir o adubo orgânico com esterco de galinha de forma adequada.

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