PolíticaSalvador

“Uma temeridade o retorno às aulas presenciais sem as condições sanitárias adequadas”, diz Sílvio Humberto sobre a decisão da Prefeitura sobre retorno das aulas

Um grande debate entre pais, alunos e profissionais da educação tomou conta das redes sociais nos últimos dias.  Tudo começou após o pronunciamento do prefeito Bruno Reis (DEM) que na última sexta-feira (23), anunciou a retomada das aulas semipresenciais em Salvador para o dia 3 de maio. A decisão tomou professores e professoras de surpresa, pois a categoria não foi ouvida para uma construção conjunta e coletiva. O prefeito definiu um escalonamento dos estudantes como um dos meios de garantir a segurança sanitária na unidade. Por aula, serão apenas 50% de uma turma que poderá estar na sala.

O vereador Sílvio Humberto (PSB) usou as suas redes sociais para se posicionar contra a decisão da Prefeitura. “Considero uma temeridade o retorno às aulas presenciais sem as condições sanitárias adequadas. O atual e ainda grave quadro pandêmico na cidade de Salvador sem perspectivas reais de reversão, ou seja, ainda navegamos em um mar de incertezas, portanto, considero arriscado e temerário a decretação da volta às aulas para o dia 3 de maio ainda que em sistema de rodízio”, apontou. 

O edil pontuou também sobre a necessidade de vacinação total da categoria para maior segurança. “É corretíssima a alegação da APLB acerca da necessidade de vacinação da categoria dos professores, professoras e demais trabalhadores e trabalhadoras que compõem a comunidade escolar como condição sine qua non para o retorno as aulas”, frisou.

O vereador que também é professor universitário destacou a complexidade envolvida na questão. “Reafirmo dado a complexidade da situação em razão das variáveis envolvidas, uma dessas é primordial: o direito à vida.  Como assegurar o direito à vida das milhares de crianças / adolescentes/jovens para assegurar o direito à educação em um contexto que para poucos esse direito é nato? Importante ressaltar que para a maioria preta, pobre e periférica soteropolitana a garantia desse direito ainda é um desafio diário”, finalizou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo