Cotidiano

Ufba pede reforço da Polícia Militar durante greve dos vigilantes em Salvador

Após vigilantes que prestam serviço a Universidade Federal da Bahia (Ufba), decretarem paralisação por tempo indeterminado nesta terça-feira (27), a faculdade emitiu uma nota de posicionamento, na qual afirmou que “a Polícia Militar foi alertada e já está reforçando a ronda no entorno dos campi”.

A decisão da greve foi tomada nesta manhã, durante assembleia na portaria do campus de Ondina. Segundo a categoria, a Ufba possui uma dívida de R$ 15 milhões com a empresa que detém o contrato de terceirização dos cerca de 380 vigilantes.

O Sindicato dos Vigilantes (Sindivigilantes) informou que a empresa garantiu os salários deste mês, mas informou que não terá como arcar com o próximo pagamento. Com isso, a categoria aprovou a greve e reivindica que a Ufba pague os salários diretamente aos vigilantes.

Conforme a nota, a Ufba informou que “está ciente” [da greve] e “mantém diálogo com a MAP – na busca de alternativas para reduzir as pendências financeiras – e também com o sindicato da categoria”.

No posicionamento, a Ufba declarou que a administração solicitou que seja mantido o contingente de 30% da equipe, conforme prevê a legislação pertinente. “A Polícia Militar foi alertada e já está reforçando a ronda no entorno dos campi”, explicou a universidade.

Confira o restante da nota na íntegra:

A Reitoria tem buscado solucionar a grave situação orçamentária atravessada pela universidade, através de sucessivas gestões junto ao Ministério da Educação, visando à liberação dos recursos contingenciados e dos 30% de seu orçamento bloqueados pelo governo federal. Esse quadro afeta diretamente a vida dos membros de sua comunidade, entre eles os trabalhadores terceirizados, dificultando a instituição de permanecer em dia com os pagamentos a seus fornecedores.

Neste cenário de dificuldades, a ação da administração central da UFBA não se resume a gestões junto ao MEC. Também se traduz em um significativo esforço para contenção de despesas, o que implica prejuízo às atividades da instituição, mas que tem como prioridade absoluta garantir o funcionamento da universidade, preservando o essencial do nosso ensino, pesquisa e extensão.

Bnews

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