Cidades

Testemunha de defesa de Lula, Wagner nega corrupção para manter base parlamentar

Além do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o atual secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jaques Wagner (PT-BA), foi ouvido como testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã desta segunda-feira (13). Neste processo da Operação Lava Jato, Lula é acusado de receber propina da OAS. O depoimento de Wagner, que também foi realizado por meio de videoconferência, abordou sua atuação enquanto ministro.

O secretário ressaltou desconhecer o uso de dinheiro corrupto para a manutenção da base parlamentar. “Ida e vinda de parlamentares é absolutamente natural”, minimizou, esclarecendo que era procurado por parlamentares – senadores e deputados federais – governadores e prefeitos que apresentavam as demandas de suas bases eleitorais. Quanto ao seu relacionamento com o ex-presidente Lula, Wagner declarou que tinha autonomia para atuar no ministério e que Lula participava de reuniões sempre que assuntos relevantes entravam em discussão.

O secretário disse ainda que nunca participou diretamente da indicação de cargos na Petrobras quando fez parte do Conselho Administrativo da estatal, entre 2003 e 2006. Diferente do depoimento de Gabrielli, a interrogação com Wagner não registrou contratempos entre as partes do processo. Durante o depoimento do ex-presidente da Petrobras, a defesa de Lula chegou a interromper o juiz Sérgio Moro para acusá-lo de fazer “perguntas inquisidoras” à testemunha .


Foto: Youtube / Núcleo Multimídia Estadão

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