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Super Bowl 50 deve movimentar mais de US$ 1 bilhão na região de São Francisco

SUPER BOWL - ESTADIOSanta Clara, a 50 km de São Francisco, na Califórnia, vive neste domingo (7) um dos dias mais importantes de sua história com a decisão do Super Bowl 50 entre Carolina Panthers e Denver Broncos. Sem um favorito destacado, o que chama atenção é a fábula de milhões de dólares que o jogo de futebol americano vai movimentar. O investimento de US$ 1,2 bilhão (R$ 2,76 bilhões, na cotação da época), gasto na construção do estádio em 2014 para receber a decisão da temporada 2015/2016, deve provocar um de impacto econômico de U$ 800 milhões na região, segundo expectativa da NFL, entidade responsável pelo Super Bowl.
E mais cidades parecem interessadas em abrir os cofres para receber a partida. Daqui a dois anos, em 2018, a casa do Super Bowl será o novo estádio do Minnesota Vikings, o US Bank Stadium, que está sendo erguido a um custo de US$ 1,6 bilhão. O interesse não é para menos. O Super Bowl 50 será o evento esportivo mais caro da história dos Estados Unidos.
Segundo um levantamento feito site de venda de ingressos SeatGeek e divulgado pela CNN, o preço médio do ingresso para a decisão é de US$ 4.957, superando o antigo recordista a luta de boxe entre Floyd Mayweather e Manny Pacquiao (cuja média foi de US$ 4.672). O ingresso do setor mais caro, localizado próximo da linha de 50 jardas, custou mais de US$ 20 mil. O mais barato saiu por US$ 900.
Já para a NFL, o benefício é milionário. O evento mais assistido dos Estados Unidos tem o tempo de comercial mais caro e concorrido da televisão norte-americana. Neste ano, o segundo para divulgar a sua marca nos intervalos custará US$ 166 mil. Para 30 segundos durante a partida as empresas gastarão US$ 5 milhões (R$ 20 milhões).
Mas nem tudo é tão lucrativo. Há uma discussão se realmente vale a pena arcar com os custos para sediar o Super Bowl. Em São Francisco, que não é sede da partida, os contribuintes vão arcar com cerca de US$ 4,8 milhões, decorrentes das despesas adicionais para departamentos como polícia e bombeiros devido ao evento na vizinha Santa Clara. O comitê organizador do Super Bowl vai cobrir apenas US$ 104 mil dos gastos de São Francisco.
A cidade sede vai gastar US$ 3,6 milhões com o evento, que deverão ser recuperados com as empresas que compõe o comitê que trouxe o Super Bowl 50 parta Santa Clara.
Dentro de campo, a cabeça dos jogadores vai estar longe do dinheiro. O time do Broncos, que sofreu na decisão da AFC contra o New England Patriots, terá pela frente um desafio semelhante ao que encarou em seu último Super Bowl: um quarterback jovem, que gosta de optar pelas corridas em um time que parece quase imbatível. Se há dois anos Russel Wilson e o Seattle Seahawks se deram bem, nesta temporada, provavelmente a última de Peyton Manning, a expectativa é que a experiência vença a juventude. Manning pode ser o mais velho quarterback campeão.
Do outro lado, o “Superman” Cam Newton pode consolidar sua entrada no hall dos grandes quarterbacks da NFL. Em sua quinta temporada no Panthers, o título viria para coroar um ano quase perfeito: em 18 jogos, contando a temporada regular e playoffs, obteve incríveis 17 vitórias, sendo derrotado apenas pelo Atlanta Falcons. Na decisão de conferência, atropelou (e provocou bastante, uma de suas marcas registradas) o Arizona Cardinals.
“Ele (Newton) teve um ano incrível”, elogiou Manning na coletiva para imprensa antes da partida. “Não tenho dúvidas que ele será o MVP (o melhor do jogo). O que ele fez no curto espaço de tempo em que é um quarterback na NFL é sensacional. Ele tem sido sensacional. É a melhor palavra que eu posso usar”, completou Manning.
Newton retribuiu aos elogios ao ser comparado com o craque de Denver. “Toda vez que você é comparado com Peyton Manning deve estar fazendo alguma coisa certa. Vou fazer com que valha a pena”, afirmou o jovem jogador do Carolina Panthers.
Se há uma grande diferença de idade, há também semelhanças: os dois astros foram primeiras escolhas de draft quando se tornaram profissionais. Manning em 1998 entrava na NFL quando Newton tinha apenas nove anos. Independentemente do resultado, hoje será o fim de uma era e começo de outra.

Estadão

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