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Senador Arolde de Oliveira, que morreu de covid, minimizou isolamento social

O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), que morreu nessa 4ª feira (21.out.2020) por complicações com a covid-19, se mostrava um contumaz crítico do isolamento social.

Em mais 1 exemplo de alinhamento com Bolsonaro no discurso contrário ao isolamento social, o senador endossou a ideia de que o desenvolvimento da covid-19 no Brasil não seria como na Europa. O presidente acusou a mídia de alarmismo ao relatar casos de países europeus, como Itália e Espanha, que contabilizaram grande número de mortos por covid-19.

Não sejamos idiotas”, escreveu Arolde de Oliveira. “Na Itália o clima está frio, população idosa, elevado número de fumantes. Não é nosso caso. O Brasil não pode parar.

Em 11 agosto, dia em que o Brasil tinha 103.026 mortes por covid-19 e 3.109.630 de infectados pelo novo coronavírus, Arolde questionou o que chamou de “efeito covidão“.

Assim como Bolsonaro, o senador também defendeu o uso da cloroquina, medicamento que não tem qualquer comprovação científica de eficácia contra a covid-19.© Fornecido por Poder360© Fornecido por Poder360

Em 16 de março, pouco antes de ser decretado o estado de calamidade pública no Brasil (em 20 de março), o senador escreveu que “o medo e a ignorância são as maiores vulnerabilidades usadas para manipulação das pessoas”.

Dias depois, em 22 de março e já com o estado de calamidade pública em vigor, escreveu: “Conclamo os patriotas, comprometidos coma nação, a continuarem apoiando sem restrições o Presidente @jairbolsonaro que é sensato em evitar o pânico. O caos só interessa aos inimigos do Brasil (esquerdopatas e aliados que devastaram o País) corja de irresponsáveis.”

No mesmo dia, 22 de março, colocou-se ao lado de Bolsonaro na tensão com governadores. O presidente criticou a ação dos governadores no combate à covid-19 e chamou João Doria (PSDB-SP) de “lunático” por ter decretado quarentena do Estado de São Paulo.

Arolde escreveu que Bolsonaro deveria “garantir a operação dos corredores de abastecimento, e para isso tornar sem efeito alguns Atos de Governadores que extrapolaram suas atribuições”.

Segundo o senador, os governadores estariam usando a pandemia como “fonte de recursos para salvar governos Estaduais em calamidades financeiras anteriores à crise“. “Contratos emergenciais sem licitação, roubalheira certa. Mensalão, petrolão e, agora? Será um coronão?“, escreveu, remetendo a pergunta ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente.

Assim como Bolsonaro e o presidente norte-americano Donald Trump, o senador se referia ao novo coronavírus como “vírus chinês”.

Em junho, classificou a doença como “peste chinesa”. A postagem foi feita para defender o governo Bolsonaro das críticas recebidas pela mudança na forma de publicar os dados relativos à doença. O novo site do Ministério da Saúde passou a omitir informações consolidadas sobre casos e mortes pela covid-19. O STF (Supremo Tribunal Federal) ordenou que o governo retomasse a divulgação dos dados integrais.

Arolde chamou os críticos de “hienas” e disse que o “objetivo da revisão é dar mais autenticidade e transparência às informações”.

O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) tinha 83 anos e estava internado na UTI de 1 hospital no Rio de Janeiro. O Senado decretou luto oficial de 3 dias.

O 1º suplente de Arolde de Oliveira é Carlos Portinho (PSD-RJ). Atualmente, ele é candidato a vereador, no Rio de Janeiro. Caso não assuma o cargo de Arolde, a vaga deve ficar com Renata Guerra (PSD-RJ). Fonte: Poder360

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