Cotidiano

Remédio usado por Trump conta Covid, Remdesivir é testado no Brasil

A equipe médica responsável por tratar do presidente americano Donald Trump, que ficou hospitalizado com Covid-19 por três dias,  divulgou que um dos medicamntos utilizados no tratamento foi o antiviral Remdesivir. A agência de vigilância sanitária americana, a FDA (do inglês Food and Drug Administration), aprovou em caráter emergencial o uso do medicamento para casos em adultos e crianças internados com a infecção ou quadros suspeitos nos EUA.

No Brasil a eficácia do Remdesivir também está sendo analisada por cientistas. Voluntários estão sendo submetidos a medicação em dois estudos que estão na fase três. As informações foram publicadas em reportagem da revista Veja.

Um dos estudos faz parte de um esforço da Organização Mundial da Saúde (OMS) no projeto de nome “Solidariedade” em que há também a testagem de outros fármacos. O trabalho é coordenado no país pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e conta com centros médicos importantes, um exemplo do Instituto de Infectologia Emilio Ribas e o Hospital Sírio-Libanês, ambos em São Paulo, ressalta a reportagem.

“São estudos que buscam apontar com assertividade a segurança e eficácia do Remdesivir o que já foi definido em estudos preliminares” diz Roberto Kalil, diretor-geral do centro de cardiologia do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. 

O estudo conta com a participação de voluntários com diagn[ostico positivo para Covid-19 em quadros agravados ou moderados da doença, internados por pelo menos três dias. “Uma vez confirmada a eficácia do medicamento é esperado que um OMS para determinar como um tipo de tratamento padrão”, diz a infectologista Mirian Dal Ben, também do Sírio-Libanês.

A segunda pesquisa tenta compreender a reação do Remdesivir combinada com o Tocilizumabe e é coordenado pelo Instituto do Coração, em São Paulo. De acordo com a Veja, o objetivo é entender se o uso combinado dos dois medicamentos pode, de alguma forma, atenuar a resposta imunológica exagerada que tem como efeito danos nos pulmões e quem vem sendo constatadas em alguns casos.

“Apesar de ser um mecanismo de defesa importante, em alguns pacientes é intensivo demais. Estamos tentando entender se é possível ocorrer o bloqueio da substância que causa uma reação exagerada ”, diz Lenio Alvarenga, diretor de Acesso e Médico da Roche Farma Brasil, responsável pelo medicamento utilizado em combinação.

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