Cotidiano

Reforma da Previdência é irreversível com ou sem Temer, diz relator

O deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator da reforma da Previdência, afirmou na manhã desta quarta-feira (31) que a aprovação da proposta em tramitação na Câmara dos Deputados é “irreversível”, independente da permanência ou não do presidente Michel Temer no cargo.

“Tenho certeza que estamos dentro de um processo político irreversível e que a permanência ou não permanência da Presidência não significa a paralisação das reformas”, afirmou, durante discurso a empresários nacionais e estrangeiros que participam de um fórum de investimentos, em São Paulo.

Maia afirmou que neste momento não há condições de fazer um prognóstico de quando a reforma será aprovada na Casa. O governo gostaria que fosse antes do início do julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pode cassar a chapa Dilma Rousseff e Temer, previsto para terça (6).

Ele disse que o melhor seria a aprovação com o presidente liderando todo o processo, mas que de qualquer maneira, o processo das reformas é irreversível dentro do Congresso Nacional.

Deputados estão contabilizando os votos para a aprovação do texto. São necessários 308 votos, mas até agora os números variaram entre 255 e 300. Após a aprovação na Câmara, a reforma segue para o Senado para ser discutida e votada também.

O deputado demonstrou preocupação ao afirmar que a delação dos donos da JBS, a maior processadora de proteína animal do mundo, atrapalhou o andamento do processo. Segundo ele, estavam perto dos 308 votos quando a notícia surgiu, atingindo em cheio o presidente Temer.

“Estávamos caminhando bem quando veio aquela fatídica delação naquela quarta-feira. Mas temos apoio na Câmara para aprovar a reforma porque todo mundo já percebeu que as mudanças se fazem necessárias”, afirmou.

O relator da proposta apontou trechos polêmicos da reforma da Previdência que já foram alterados pelos deputados, em razão da pressão popular, e informou que a economia com as mudanças para os próximos dez anos poderá alcançar R$ 600 bilhões, ante os R$ 800 bilhões previstos pelo governo.

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