Cidades

Recém-nascido morre após ter contraído bactéria da vagina de sua mãe ainda na gravidez

A mulher, de 26 anos, pôde dar apenas um afago em seu filhos, Simon, após ela contrair uma bactéria na gravidez, que deixou a criança com meningite.kmjifojfoi

Keane acredita que seu bebê, que morreu com apenas três dias de idade, poderia ter sido salvo se tivesse uma triagem de rotina para Streptococos B, um bactéria na área vaginal-retal.
A inglesa, de Hartlepool, agora está realizando uma campanha para o NHS (Sistema Nacional de Saúde Britânico) introduzir exames de rotina, que existe em países como a França, Espanha e os EUA.
Meu primeiro abraço com meu bebê foi também meu último. Eles o levaram para longe de mim, logo que ele nasceu. Eu não o vi durante seis horas. Nunca vi seus olhos abertos, nunca o ouvi chorar”, relatou a mãe.
De acordo com Keane, ela realizou uma dieta orgânica para ter uma gravidez saudável, mas a contração de uma bactéria mudou sua gestação. Ela deu à luz a Simon depois de dez horas de trabalho de parto. Ele sofreu convulsões e foi colocado em uma incubadora. Apesar dos melhores esforços dos médicos, Simon não pôde ser salvo.
Com três dias de idade, eles retiraram os aparelhos de meu bebê e eu o segurei pela primeira vez. Mas ele estava mole. Ele estava morrendo. Ele teve falência múltipla de órgãos. Ele teve seu último suspiro em meu peito. Era macio, como um gemido. Ele faleceu em meus braços”, disse a mãe.
Keane agora espera que sua história aumente o conhecimento sobre estreptococos do grupo B, que é a causa mais comum de infecção com risco de vida em recém-nascidos. Ela infecta mais de 700 recém-nascidos na Grã-Bretanha, a cada ano, mas nove em cada dez mulheres grávidas nunca ouviram falar sobre isso.
A mãe tem apoiado os apelos crescentes para exames de rotina, que envolve testes de mulheres grávidas que utilizam amostras de tecidos da vagina e do reto, em 35 a 37 semanas de gravidez. “Eu sabia, por ter feito tratamento de fertilidade, que eu era uma portadora do Streptococos B. Mas quando eu engravidei eles não testaram isso. Teria sido um teste simples, com um simples tratamento de antibióticos. Na América é obrigatório, no Reino Unido não é, matando 70 bebês por ano e, infelizmente, o meu foi um deles”, revelou.
O Comitê Nacional do Reino Unido não recomenda o rastreio de todas as mulheres grávidas, já que não é possível prever, com os testes, se as mães terão a infecção no momento em que entrarão em trabalho de parto.

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