Cotidiano

Presidente do GGB apoia ato de ‘crucificação’ em Parada LGBT, mas alerta: ‘É bom evitar’

MARCELO CERQUEIRA E CRISTO GAYA performance da atriz transexual Viviany Beleboni na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo do último domingo (7) rendeu ameaças de morte e o pedido de criminalização da “cristofobia”, após ela encenar uma crucificação. O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira, manifestou apoio à interpretação, por classificar que a Parada é “um espaço democrático”. “O que eu percebi foi uma representação artística de uma situação de denúncia contra o preconceito e a discriminação.

Eu acho que nesse sentido é válido”, afirmou o ativista. De acordo com Cerqueira o “lado” dos homossexuais, historicamente, acumula muita angústia e revolta por conta da intolerância de que são vítimas, o que fomentaria a realização de atos como os da atriz.

Apesar disso, ele é cuidadoso em relação à forma que ela utilizou para protestar. “Hoje em dia, em assuntos relacionados à religião, mesmo com boa vontade, a pessoa acaba sendo mal interpretada e mexendo com o direito do outro também, apesar do estado ser laico. Não é necessário, é bom evitar”, declarou o líder do GGB.

Ele mesmo lembrou que o grupo já realizou intervenções com cruzes anteriormente na Parada Gay da Bahia e que o evento, apesar de festivo, tem um caráter de protesto inerente. “É uma festa-protesto com a uma finalidade de fazer denúncia, porque ninguém vai pra rua protestar sem motivação”, afirmou Cerqueira, que ainda defende que “cada um vai com sua vontade e a sua interpretação da coisa”. Por fim, o presidente disse que a Parada é uma “festa gay” para a toda a cidade e que não tem participação exclusiva de homossexuais. No dia 13 de setembro, o GGB realiza a 14ª Parada Gay da Bahia, cujo slogan será “Respeito por direito”.

Fernando Duarte

Foto montagem – BN

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