Saúde

Pré-natal odontológico: saiba porque é necessário

A gravidez é um período marcado pelas visitas constantes a todos os tipos de médicos e pela constante preocupação com a saúde de todo o corpo. Contudo, às vezes, é possível que a paciente negligencie os cuidados com o pré-natal odontológico.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Ambulatório de Odontologia do Hospital das Clínicas, 97% das pacientes vieram a desenvolver algum tipo de inflamação gengival durante a gestação e 47% apresentaram quadros moderados a graves de periodontia.

Esse tipo de doença bucal é bastante grave para a mãe e para o bebê, tanto que a recomendação geral é que – se for possível – a paciente trate por completo da doença antes de planejar engravidar. Mas quando a profilaxia não é possível, o acompanhamento com o dentista se mostra essencial.

O que é o pré-natal odontológico?

O pré-natal odontológico pode ser feito por meio de um convenio odontologico, de forma independente ou através do serviço público disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Esse atendimento consiste em um acompanhamento com um dentista durante todo o período gestacional, a fim de prevenir que as doenças bucais presentes na gestante afetem a saúde do bebê e interfiram na qualidade/saúde da gestação.

Além disso, o profissional pode ensinar a mãe sobre os cuidados necessários com a higienização bucal da criança, os cuidados necessários no período em que os dentes de leite começam a nascer, a importância da amamentação materna, entre outros fatores que contribuem para a saúde geral.

A importância do acompanhamento odontológico durante a gestação

Possuir um plano odontologico, durante o período de gestação, é uma forma de manter a constância das consultas e a regularidade do tratamento pré-natal, fatores essenciais nesse contexto.

Afinal, esse serviço é tão importante para manter a saúde do bebê quanto o é para a mãe ou para a gestação.

Isso porque, estudos recentes apontam para os efeitos que a complicação da periodontite materna pode causar na gestação, como a incidência do parto prematuro e o nascimento da criança com o peso abaixo do recomendado.

Na prática, a periodontite é uma inflamação gengival que passa a atacar os tecidos mais profundos do dente e suas estruturas de sustentação. 

Com isso, a doença afeta o tecido gengival, os ossos faciais e os nervos dentários, tendo acesso aos demais sistemas do corpo.

Quando a enfermidade chega a esse nível de gravidade, as bactérias bucais infiltram a corrente sanguínea e se espalham por todo o corpo, formando colônias em diversos tecidos e dando origem a inúmeras doenças.

Um dos possíveis focos de infecção é a parede uterina. Neste caso, o corpo reage produzindo uma substância chamada prostaglandina, que vai combater essas bactérias e vai tentar eliminá-las. Contudo, esses sinais químicos também agem como indutores do parto.

Além disso, devido aos hormônios gestacionais, a cavidade bucal da mãe tende a passar por diversas alterações, como a diminuição da produção salivar – que serve como uma barreira de proteção dos dentes –, deixando-a mais suscetível ao acometimento de doenças como a cárie e as inflamações da gengiva.

As bactérias periodontais podem parecer “inofensivas”, de início, mas elas também se alojam no coração, pulmão, cérebro e artérias dos pacientes, e são causadoras de doenças como:

  • Cardiopatias;
  • Doenças gastrointestinais;
  • Propensão ao desenvolvimento de pneumonias;
  • Comprometimento da válvula cardíaca;
  • Predisposição à diabetes.

Por isso, a realização de um pré-natal odontológico – que pode ser feito, inclusive, com o apoio de um bom plano odontologico empresarial – é tão essencial para o bem-estar das gestantes e dos bebês, quanto os outros acompanhamentos obstétricos.

Como uma assistência odontológica ajuda nesse período?

Muitas pessoas acreditam que não se pode fazer tratamentos odontológicos durante o período da gravidez e que, portanto, é necessário esperar até o nascimento para cuidar dos dentes e da saúde bucal.

Mas essa crença está equivocada. Isso porque os procedimentos odontológicos são adaptados para se enquadrar nas fases da gestante e para que a paciente fique o mais confortável possível, em ciclos específicos da gravidez.

Neste caso, a realização de quase todos os tratamentos são permitidos, mas tem-se a prioridade de realizá-los no segundo trimestre da gravidez.

Devido a alta necessidade de acompanhamento, os custos das consultas e dos procedimentos podem ficar mais caros, considerando a frequência necessária. 

Por isso, o desfrute dos benefícios concedidos pelo plano odonto empresarial ou o investimento em uma assistência familiar é fundamental para auxiliar com os preços e marcação facilitada com a clínica.

Esses convênios também dão acesso a profissionais e clínicas de qualidade, em locais mais próximos e confortáveis ao paciente; além de disponibilizar o atendimento emergencial, o tratamento de cáries e as consultas de rotina para a realização de limpezas.

Deste modo, o acompanhamento a longo prazo também pode ser facilitado, visto que orientações diversas podem ser passadas e a identificação de profissionais especializados no pós-parto e crianças também podem ser consultados.

Em muitos casos, as pessoas que possuem um plano dental para MEI também podem estender essas vantagens a até dois membros da família ou dependentes, o que pode ser muito vantajoso para o acompanhamento dental com o odontopediatra. 

Conteúdo originalmente desenvolvido pela equipe do blog Qualivida Online, site no qual é possível encontrar diversas informações e conteúdos sobre os cuidados com a saúde física e mental.

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