Política

PMDB deve sentar com Pelegrino e ACM Neto para decidir apoio no segundo turno

Apesar de o candidato do PMDB a prefeito, Mário Kertész, já ter antecipado sua preferência pelo prefeiturável do PT, Nelson Pelegrino, num eventual segundo turno, seu partido pretende sentar com os dois candidatos que passarem pela primeira etapa do processo eleitoral, o que inclui ouvir também ACM Neto, do DEM.

“O PMDB vai sentar com os dois candidatos a prefeito que forem ao segundo turno, caso um deles não seja Mário Kertész”, diz um deputado estadual da legenda, antecipando que, diferentemente do prefeiturável peemedebista, a maioria da bancada estadual é pelo apoio ao candidato do DEM.

Este teria sido o motivo pelo qual o partido, liderado na Bahia pelos irmãos Vieira Lima – Geddel, vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, e o deputado federal Lúcio -, teria decidido sentar com os dois virtuais prefeituráveis que forem ao segundo turno ao invés de anunciar apoio automático.

O aceno para um entendimento com o PMDB em torno de Pelegrino foi feito na semana passada pelo governador Jaques Wagner (PT), que está rompido com o partido e seus dois principais líderes desde pouco antes da sucessão estadual passada, em 2010.

Ontem, a coluna Radar Online, da Veja, divulgou informação segundo a qual Geddel já teria negociado o apoio a ACM Neto no segundo turno em troca de ser apoiado pelo democrata à sucessão de Jaques Wagner, em 2014, o que nenhum dos dois confirmou ou desmentiu.

“O PMDB não aceitará patrulhamento. Vai sentar com os dois candidatos e na hora certa decidir a quem apoiar na sucessão do prefeito João Henrique (PP)”, diz outro parlamentar estadual da legenda, afirmando que ainda não é possível antecipar a posição que os peemedebistas assumirão na sucessão.

Mas, entre os democratas, há quem questione se a aproximação com Geddel e Lúcio nesta segunda etapa do processo eleitoral terá efetivamente algum resultado, por concluir que nem o tempo de TV – que no segundo turno é dividido igualmente pelos dois concorrentes – poderá agora ser agregado pelos peemedebistas ao democrata.

“Eles (os peemedebistas) tinham que ter vindo no primeiro turno para ajudar no tempo de TV. Agora, Inês é morta”, afirma o democrata, acrescentando não poder assegurar que sua opinião represente o que pensa, por exemplo, o candidato ACM Neto. E não pode mesmo

 

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