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Peluso se despede, condenando João Paulo a seis anos e afastamento da política; Marcos Valério pega 16 anos

Com um voto memorável, no qual abdicou de usar palavras rebuscadas e, de certo modo, evitou também o linguajar jurídico, o ministro César Peluso se despediu na tarde desta quarta-feira (29) do Supremo Tribunal Federal, votando pela última vez. Isso de forma comedida em que analisou os processos envolvendo todos os réus desta etapa do julgamento. Por não dispor mais de tempo, Peluso não ficou apenas na condenação dos réus, mas utilizou a dosimetria para estabelecer o tempo de prisão dos julgados. Marcos Valério recebeu a pena maior, somados os delitos, como aconteceu com todo. Foi condenado a 16 anos de prisão, em regime fechado, mais multa. O deputado João Paulo Cunha foi o que recebeu a menor pena, seis anos de prisão em sistema aberto, mais multa e o impedimento de exercer função política. No momento ele é deputado e candidato a prefeito de Osasco. Os demais, penas em torno de oito a dez anos de prisão em regime fechado e multas. Isso não significa dizer que esta seja a pena definitiva. No final do julgamento, será feita uma média da dosimetria de cada um dos réus que acabará sendo a pena final. Ao findar, o presidente do STF, Ayres de Brito, fez um breve discurso em altíssimo nível sobre a figura do ministro Peluso. Logo após, falaram o procurador-geral da República, Roberto Gurgel e o ministro Celso de Mello. Com permissão do presidente da Corte, o advogado Márcio Thomaz Basto discursou em nome dos advogados e, nesse momento, a pedido do próprio Thomaz, a sessão foi suspensa por 30 minutos para reverenciar César Peluso.

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