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Pelegrino e Olívia não se sentem enfraquecidos pela greve dos professores

Sem resolução mesmo após intervenção do Ministério Público, a greve dos professores estaduais parece não preocupar o candidato a prefeito Nelson Pelegrino (PT). Durante a inauguração do comitê central da coligação “Todos Juntos Por Salvador”, o prefeiturável declarou que educação é uma das suas prioridades para a cidade e que “as crianças não podem ficar fora da sala de aula”. Mas quando questionado sobre a greve estadual, que mantém alunos de toda Bahia afastados das escolas há 94 dias, limitou-se a dizer que as negociações precisam avançar. “O deputado Nelson Pelegrino vai tentar fazer o que sempre fez: intermediar as negociações entre o comando e o governo”, esquivou-se. O petista não acredita que a situação será nociva para sua campanha. Em relação ao episódio da inauguração do Shopping Bela Vista, em que o representante do governo, James Correia, e o prefeito João Henrique foram vaiados, ele acreditou tratar-se de uma queixa geral. “A cidade está zangada, e com toda razão. Temos que dialogar com essa zanga. Só esperamos que por causa disso as pessoas não caiam no erro nas votações”, disse. Já a postulante a vice-prefeita está em uma situação ainda mais delicada. Apesar de compor a chapa que tem apoio do governador Jaques Wagner, Olívia é professora e o seu partido tem fortes ligações com a alta cúpula da APLB. Sem um posicionamento claro, a candidata evitou aprofundar-se na questão, alegando que trabalha pela negociação e o interesse dos estudantes é o que mais precisa ser mantido. “A greve é um desgaste para todos”, afirmou. Olívia prefere que a questão não seja vista apenas como uma complicação na disputa pelo Palácio Thomé de Souza. “A greve não pode ser vista apenas como uma questão eleitoral”, declarou.

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