Cidades

Paraná cria força-tarefa para combater jogo da ‘Baleia Azul’

Baleia Azul propõe 50 desafios, sendo o último o suicídio.

O secretário de Segurança do Paraná, Wagner Mesquita, fez um apelo para que os jovens “não cedam a ameaças” do jogo Baleia Azul durante entrevista coletiva em que anunciou a criação de uma força-tarefa para identificar os responsáveis pelos desafios, nesta quarta-feira (19).

 

O jogo propõe 50 desafios a adolescentes e sugere o suicídio como última etapa. “Deixamos bem claro que podem existir ameaças aos jovens que entram no jogo, mas que não existe esse risco. Quem está por trás disso são jovens e adolescentes, por meio da internet. Então, não cedam a ameaças”, disse Mesquita. Curitiba registrou cinco tentativas de suicídio de adolescentes na madrugada de terça-feira (18), de acordo com a prefeitura.

 

Também foram registrados três casos de ferimentos, conforme a Secretaria de Saúde do município. Mesquita confirmou que, em dois dos casos, foi comprovada a relação com o jogo. Em outros três existem fortes suspeitas de ligação com o Baleia Azul. Ainda segundo o secretário de Segurança, outros três casos estão em investigação. Uma das ocorrências foi registrada em Pato Branco, no sudoeste do estado, e as outras em Curitiba.

 

“A juventude passa por um problema geral de autoflagelação. Isso tem que ser evitado no seio da família e nas escolas, onde foi identificada a maioria dos casos”, afirmou o secretário de Segurança Wagner Mesquita. O objetivo da força-tarefa, segundo Mesquita, é identificar as pessoas que estão recrutando os jovens para o jogo e responsabilizá-las. Maiores de idade envolvidos com o jogo podem responder por incitação ao suicídio e menores terão a punição definida pela Justiça, explicou o secretário.

 

O secretário também fez um apelo aos pais e responsáveis. “Os pais, verificando sinais de lesões nos filhos, eles devem procurar uma unidade da Polícia Civil disponível no seu município”, orientou. Vão integrar a força-tarefa o Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o Núcleo de Proteção à Criança e Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) e o Instituto de Criminalística do Paraná.

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