Cidades

Para Lúcio Vieira Lima, o país chegou ao fundo do poço

LUCIO VIEIRA LIMA - FORMALO deputado federal baiano Lúcio Vieira Lima, um dos parlamentares do PMDB em Brasília que defendem o rompimento do partido com o governo da presidente Dilma Rousseff, diz que o congresso realizado este mês pela sigla mostrou a insatisfação dos peemedebistas com a administração. Segundo o legislador, apesar de o assunto impeachment ter perdido forças no Congresso Nacional, no ano que vem o tema pode se fortalecer diante da expectativa de acirramento da crise econômica.
Em entrevista exclusiva à Tribuna, Lúcio Vieira também apontou que a tendência do partido é apoiar ACM Neto no processo de reeleição no ano que vem. Sobre a avaliação do governo Rui Costa nos 11 primeiros meses, o peemedebista diz não ter visto ainda um “grande feito” do governador petista. Questionado sobre Cunha, o deputado ressalta o direito à defesa que o colega possui, mas reconhece a delicada situação enfrentada pelo presidente da Câmara.
Esse congresso feito pela Fundação Ulisses Guimarães não foi para debater essa questão de afastamento ou não, foi para discutir o novo estatuto do partido e elaborar um documento que foi lançado ao povo brasileiro, que apresenta propostas, rumos para o país. O objetivo foi alcançado, porque começa efetivamente a se fazer o debate, tanto que o PSDB já vem essa semana lançando um documento com propostas.
O país chegou ao fundo do poço nas questões econômicas, políticas, entre outras, e está se obrigando a deixar de lado a pauta política para tratar um pouco da pauta econômica no sentido de todos tentar ajudar o país a sair da crise, logicamente, como tem uma insatisfação muito grande não só apenas no PMDB mas de todo o povo brasileiro com o governo do PT e da presidente Dilma.
O tema de sair do governo surgiu e até foi amplamente majoritário, com diversas delegações de diversos estados que fizeram discursos dizendo que está na hora de o PMDB deixar esse governo e não o deixar no sentido de retirar apoio, mas de deixar, que justifique defender as propostas contidas nesse documento, porque há um contrassenso em o PMDB apresentar propostas divergentes do atual governo com ele estando neste governo.
Se ele tem ministérios, então a proposta do PMDB de deixar o governo surgiu com muita força. Se fosse deliberar, com certeza naquele momento a deliberação de sair do governo ganharia, mas esse congresso não é uma instância deliberativa, quem tem esse poder é a convenção, por isso ficou para março do ano que vem. Tribuna

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