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Palmeiras fez o pior jogo com Abel Ferreira e precisa aprender a lição para conquistar o título da Libertadores

O Palmeiras foi irreconhecível em campo diante do River Plate, em partida válida pela semifinal da Copa Libertadores da América. A equipe de Abel Ferreira conseguiu a proeza de transformar todos os méritos que teve no jogo de ida, quando ganhou na Argentina por 3 a 0, em problemas graves na partida no Allianz Parque. Os erros cometidos só não foram fatais porque o VAR agiu duas vezes, de maneira acertada, para anular dois gols dos argentinos. Para conseguir levantar a taça, é importante que o técnico português use esse episódio como um dos grandes exemplos de como não jogar uma decisão. Muito provavelmente, uma nova atuação desse nível seria fatal em uma final com jogo único.

Mesmo com a derrota por 2 a 0, o Palmeiras se classificou para a final da competição, que será disputada dia 30 de janeiro no Maracanã, às 21:00. O adversário palmeirense sairá do confronto entre Santos e Boca Juniors, que se enfrentam esta noite na Vila Belmiro. Na partida de ida, as equipes empataram em 0 a 0. As melhores casas de apostas esportivas colocam o time argentino como favorito na disputa.

No jogo de ida na Argentina, o Palmeiras teve o máximo de concentração. O River Plate foi impedido de trocar bolas e acabou concedendo oportunidades que foram aproveitadas pela equipe paulista. Já no jogo em São Paulo, a equipe pareceu nervosa, assistiu os argentinos jogarem e quando, quando teve as chances, não foi fatal. Na ida, o meio-campo foi destaque, com a recuperação de Rony e Gustavo Scarpa para ajudarem na marcação. Na volta, Danilo mostrou que nitidamente sentiu o peso do jogo, Zé Rafael não conseguiu segurar a bola e Gabriel Menino parecia desligado. Scarpa, por sua vez, fez um primeiro tempo que não teve nada para se destacar.

Para piorar a situação, Gustavo Gómez precisou ser substituído e deixou Luan e Alan Empereur formarem a dupla de zaga. Se na partida de ida o time estava seguro, no Allianz Parque provocava calafrios sempre que o River passava do meio de campo. Fora de casa, o time não se preocupou com a arbitragem e mostrou incrível maturidade para um jogo desse tão importante. Entretanto, na volta, os jogadores palmeirenses reclamavam a todo momento com a arbitragem, não mostraram frieza na hora de segurar a posse de bola e erravam até na hora de cavar as faltas. Mesmo após Rojas ser expulso, o Alviverde se manteve retraído. Abel Ferreira colocou zagueiros para “fechar a casinha”, testando o coração de cada torcedor.

Para conquistar o bicampeonato da Libertadores, além de refletir sobre os erros cometidos, o Palmeiras precisa administrar o cansaço da equipe. No total, já foram 61 jogos oficiais na temporada, 51 só depois do retorno da paralisação pela pandemia. A maratona é cruel e continuará sendo, pois o Palmeiras é o único time vivo em três competições – Copa Libertadores, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Em todas elas, o Palmeiras depende só de si.

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