Saúde

Pacientes com asma possuem maior risco de complicações pela Covid-19

Especialista explica qual é o risco de pessoas com asma em meio à pandemia do novo coronavírus.

A pandemia ocasionada pelo novo coronavírus tem deixado os pacientes com asma, ainda mais preocupados. É que esses pacientes possuem maior risco de desenvolver sintomas mais graves, caso sejam infectados pela Covid-19. As complicações acontecem por conta da infecção causada pelo vírus nos pulmões, órgão que fica debilitado naqueles pacientes diagnosticados com asma. Desse modo, é de extrema importância prosseguir com o tratamento da asma. Mantê-la controlada, bem como reduzir o risco de expor o trato respiratório à infecção pela Covid-19, são fatores essenciais, em meio à pandemia.

Assim, a pneumologista, Dra. Larissa Voss Sadigursky reforça a necessidade de permanecer com o uso dos medicamentos, conforme foram prescritos.“Pessoas com asma devem continuar com todos os seus medicamentos inalados, incluindo os corticosteróides inalados. Já em casos raros, pacientes com asma grave podem necessitar de tratamento com corticosteróides orais, além dos medicamentos inalados. Este tratamento deve ser continuado, na dose mais baixa possível, conforme prescrito pelo médico”, explicou.

O uso das corticosteróides orais também pode acontecer em crises de asma, se houver instrução no plano de ação para asma ou pelo médico. Também é essencial que o paciente, em tratamento para uma crise grave, continue com as medicações inalatórias controladores, assim como os pacientes com rinite alérgica, devem continuar usando seus corticosteroides nasais, conforme prescrição. 


Além da manutenção do uso dos medicamentos, os pacientes com asma também precisam estar atentos aos sintomas. “A falta de ar, sintoma mais grave da Covid-19, pode gerar dúvidas às pessoas que percebem essa ocorrência durante uma crise de asma ou em meio a alguma atividade, caso a doença não esteja controlada. Nesses casos, é importante observar outros sintomas associados ao coronavírus, como febre e tosse seca”, destacou Dra Larissa.

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