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"Os terroristas não falam por um bilhão de muçulmanos", diz Obama

BARACK OBAMAO presidente americano, Barack Obama, pediu aos países ocidentais e aos líderes muçulmanos, nesta quarta-feira (18), que se unam para derrotar as “falsas promessas do extremismo”, e os convocou a rejeitar, em conjunto, a premissa de que grupos jihadistas representam o Islã. “Os terroristas não falam por um bilhão de muçulmanos”, afirmou Obama, em uma conferência dedicada à luta contra a violência extremista, acrescentando que não se deve aceitar que existe um “choque de civilizações”. “Não estamos em guerra com o Islã”, disse o presidente, no segundo dia dessa cúpula que contou com representantes de mais de 60 países. Dirigentes de organizações como o Estado Islâmico “não são líderes religiosos, são terroristas desesperados para obter legitimidade”, frisou Obama. O presidente, que inaugurou na Casa Branca a cúpula internacional contra o extremismo violento, agradeceu a “impressionante resposta” mundial contra o EI, que controla amplas regiões da Síria e do Iraque e atraiu mais de 20 mil combatentes estrangeiros para suas fileiras. Ele garantiu que o recurso mais importante na luta contra o extremismo são as comunidades nas quais os terroristas tentam recrutar novos membros, aproveitando problemas econômicos, de pertencimento ou de integração social. “A pobreza por si só não faz com que alguém se transforme em um terrorista, mas quando a juventude não tem esperança ou futuro, o ressentimento e o risco de extremismo aumentam”, explicou Obama. A Casa Branca, que nesta cúpula evitou relacionar o extremismo com o Islã por considerar que grupos como o EI vão contra a religião muçulmana, disse que a principal medicina contra estes movimentos é “mais democracia, mais instituições e mais liberdades”. “É preciso elevar as vozes que conheceram a hipocrisia do Estado Islâmico, incluídas as de antigos extremistas, que viram que aquilo não é uma revolução, mas um massacre”, recomendou Obama. “Resistir ao extremismo não é uma abordagem exclusivamente militar, é preciso acabar com a ideologia e a estrutura que o sustenta”, apontou o presidente americano, que liderou a criação de uma coalizão internacional para atacar o EI na Síria e no Iraque.

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