COVID-19Saúde

Nunca perguntamos a eficácia de vacinas ou de onde elas vieram

Brasileiros rejeitam Coronavac, não sabendo que Oxford também tem insumos da China.

A vacina da covid-19, tem levantado muitos questionamentos nos brasileiros, e isso não é uma foto ruim, porém dois deles chamam a atenção: nunca questionamos a origem de imunizantes existentes antes da pandemia, bem como a sua eficácia.

O fármaco que enfrenta maior resistência é o produzido pela chinesa Sinovac, que foi batizada de Coronavac, que segundo estudos tem eficácia de 78%. Muitos afirmam, “da China não tomo“, outros se perguntam, “a Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA), já aprovou?“, e ainda tem aqueles que atestam: “vacina nenhuma foi feita em tão pouco. ” Essa última é uma máxima, mas se isso ocorreu é a prova dos avanços que a ciência conseguiu nos últimos anos e dos investimentos que foram feitos em pesquisa.

O descredenciamento as vacinas, promovido principalmente pelo presidente Jair Bolsonaro, tem contribuído para que muitos usem as redes sociais para gerar desinformação e plantar temor em quem deseja ser imunizado, tal preconceito no Brasil com a substância produzida pelo Instituto Butantã, mais tem a ver com uma disputa política travada entre o mandatário do país e o governador de São Paulo, João Doria do PSDB.

Voltando ao quesito eficácia, muitos não sabem, mas a vacina da gripe, administrada em idosos, confere imunidade em aproximadamente 60%. HPV 98%. Hepatite B, entre 85% a 90% e Febre Amarela 98%, o 100% tão desejados por muitos não é uma realidade.

O temor quanto ao local origem de fabricação, é outra grande besteira dos que rejeitam a chinesa, a vacina desenvolvida pela universidade de Oxford tem insumos chineses, essa revelação foi confirmada pelo presidente da ANVISA.

Qualquer que seja a vacina elas devem ser seguras e eficazes, bem como apresentar algum tipo de efeito colateral, o que é considerado normal do ponto de vista médico.

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