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Nilo quer limitar tempo de acampamento na Alba

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Marcelo Nilo (PDT), deve reunir os parlamentares que retornam das férias em 1º de agosto, para discutir uma forma para tentar inibir  ocupações prolongadas, como durante a greve da Polícia Militar e a última, dos professores estaduais em greve a 108 dias. O pedetista entende que por ser a casa do povo, um local de grande visibilidade política e midiática, a Alba recebe manifestações de segmentos organizados, mas com sensatez. A ideia é discutir com os outros parlamentares um projeto de Resolução que estabeleça limites, como três ou quatro dias no máximo.

“Essa casa é do povo, afinal somos delegados e representantes do povo. Recebi todos os movimentos sociais na Bahia, negros, sem terra, índio. Agora tudo tem limite. Não é possível que fiquem aqui mais de 100 dias na Assembleia Legislativa. Todo mundo vem pra assembleia porque tem visibilidade perante a mídia, perante a sociedade, mas tudo tem limite. Eu tenho responsabilidade com meus servidores com a sociedade. A minha ideia é que isso seja limitado. A Casa tem suas funções”, disse em entrevista à rádio Metrópole na manhã desta terça-feira (24).

Ainda durante a entrevista, Nilo falou sobre as negociações com a categoria. “Tudo que eu pedi ele atendeu, exceto quando pedi para desocupar. Aí eu tive que chamar a Justiça, mas jamais passou pela minha cabeça colocar a polícia. Ele queria a foto dos policias tirando os professores. Mas jamais ele teria essa foto. Ele está pensando que está lidando com amador. Enfrentei uma greve muito mais perigosa, a dos policiais, que estavam armados aqui. Eu tenho respeito enorme pelo professor, relação profunda com os professores. A greve já está passando dos limites da imaginação. 108 dias de greve é um negócio inacreditável e inaceitável”.

Ele ainda comentou sobre a postura do representante da categoria, o presidente da Aplb em Salvador, Rui Oliveira. “Eu sei que Rui começou pensando com motivo salarial. Mas hoje quem está na frente é o Psol, Pstu, que querem ver o circo pegar fogo. Querem desgastar a imagem do governo. Se o filho estudasse em escola pública eu duvido que ele ficaria 100 dias em  greve. Quem está sendo prejudicado é o povo pobre. A esposa dele, que salvo engano, é parente de Paulo Maluf, pode muito bem colocar o filho em escola particular.  Ele adora é a mídia”, declarou.

Na oportunidade, Nilo minimizou o movimento em Salvador . “A greve só tem em Salvador. No interior, do estado nem se fala mais. Alguém está financiando essa greve em Salvador. Você aguenta ficar quatro meses sem salário? Eu vi, não foi ninguém que me disse. Eu vi um diretor da Aplb falando que o governador é um traidor e todo traidor tem que morrer. Isso é terrorismo! Ai não é greve salarial, é partidária. Vamos voltar à sala de aula”, disse.

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