Saúde

Mutação genética do câncer de pâncreas é encontrada por cientistas

Um grupo de pesquisadores internacionais afirma ter mapeado o genoma do câncer de pâncreas e descoberto mutações que influenciam no tratamento da doença. Com isso, no futuro, será possível desenvolver tratamentos personalizados que darão uma sobrevida maior aos diagnosticados com este carcinoma.

Um estudo que durou cinco anos para sequenciar a estrutura do DNA de 99 tumores pancreáticos. Os pesquisadores identificaram mais de 2 mil mutações no gene KRAS, encontrado em 90% dos casos de câncer de pâncreas. No entanto, outras milhares de alterações foram detectadas em apenas 1% ou 2% dos tumores.

Segundo a investigação, publicada nesta quarta-feira (24) na revista científica “Nature”, as mutações de genes identificadas podem ser associadas a modificações em tratamentos da doença. Em alguns pacientes, houve aumento do tempo de vida.

A análise identificou 16 genes, sendo que oito apresentaram alterações ligadas ao câncer. No restante não foi comprovada qualquer relação com a doença. Algumas das novas mutações foram localizadas nos genes envolvidos na orientação dos axônios, que ajudam a regular processos como o desenvolvimento de órgãos e sua cura.

Um estudo adicionado à evidência sugeriu que se invista no desenvolvimento de tratamentos personalizados deste câncer, atendendo a necessidades distintas dos pacientes — o que poderia uma sobrevida maior.

O câncer de pâncreas é a quarta principal causa de morte por neoplasia no mundo. Menos de 5% dos pacientes sobrevivem cinco anos após o diagnóstico, uma estatística que quase não se alterou em 50 anos. (Bem Estar)

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