Cidades

Moradora do Cariri em Mutuipe fica entre as vinte melhores nas Olimpíadas de Língua Portuguesa

Foram entregues nesta segunda-feira (10), em Brasília, os prêmios da Olimpíada de Língua Portuguesa. Participaram jovens de todas as regiões do país; quase três milhões de alunos de escolas públicas.

Os 152 finalistas passearam por Brasília. Mais tarde, roupinha no capricho, os alunos chegaram para o grande momento: a premiação. Ao todo, 40 mil escolas de todos os estados brasileiros estão representadas. Elas serão premiadas também. Vão receber computadores e livros para a biblioteca. O objetivo é estimular a leitura e ampliar a capacidade de escrita.

Uma das vencedoras da Olimpíada de Língua Portuguesa é moradora da região do Cariri zona rural de Mutuípe, Tamíles Andrade Santos 11 anos estuda na escola municipal Maria Joana dos Santos em Serra Grande município de Valença.

A aluna foi orientada pela professora Edileusa Márcia da Silva

“Tamíles” ficou entre os vinte melhores do Brasil ela venceu a competição com o poema “Cariri: Este é o meu lar”.

Alem do destaque ela traz para casa medalhas de bronze e prata e um tablete para aperfeiçoar ainda mais os estudos.

Na categoria Poema, um dos cinco vencedores é do município de José da Penha, Rio Grande do Norte. Henrique Douglas de Oliveira é filho de vaqueiro e contou a rotina do pai.

“O vaqueiro solta a voz no oco do mundo, com seu aboio triste, em poucos segundos, encanta gente e gado, eita boi profundo”, diz.

Na categoria Memórias, um dos premiados vem de Divinópolis, Minas Gerais. Bruno Marques da Silva, 14 anos, sabe o segredo para escrever bem:

“Muita leitura”, diz ele. “Aprendi com minha professora.”

Crônica. De Recife, Pernambuco, uma das vencedoras foi Lívia da Silva dos Santos. “Uma vitória depois de muito esforço, sensação de dever cumprido”, comemora.

Na categoria Opinião, uma das medalhas foi para a cidade de Macapá, capital do Amapá, com o texto de Ana Lina Souza de Oliveira sobre os piratas do Rio Amazonas, grupos que traficam água e espécies aquáticas da região.

“Eu me sinto muito grata, muito lisonjeada de ter falado sobre um assunto tão polêmico, que está despertando tantos olhares para essa polêmica que está acontecendo na minha cidade”, afirma ela.

Ao todo são 20 vencedores, que a cada edição do prêmio vêm mostrando textos cada vez melhores.

“É possível na escola pública construir texto de qualidade e ter professores que, tendo condições, tendo acompanhamento, podem realizar bom trabalho com seus alunos”, destaca Maria Alice Setúbal, presidente do Conselho do Cenpec.

Alunos e mestres subiam juntos ao palco. Festejavam uma união que vai marcar a vida deles para sempre.

O prêmio é uma parceria da fundação Itaú Social, Ministério da Educação e Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).  Com informações do G1

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