Cotidiano

Monumento a Marighella amanhece coberto de tinta vermelha

Um monumento que homenageia o guerrilheiro comunista Carlos Marighella, em São Paulo, amanheceu coberto de tinta vermelha nesta sexta-feira, 30. A pedra em memória a Marighella foi instalada na alameda Casa Branca, no bairro dos Jardins, em 1999.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ainda não se manifestou sobre o caso. Até o momento, não se sabe quem foi o responsável por jogar a tinta vermelha no monumento.

A morte de Marighella, em 1969, foi reconhecida como assassinato pela Comissão de Mortos e Desaparecidos da Câmara dos Deputados, em 1996, durante o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A família do guerrilheiro foi indenizada.

O episódio ocorre dias depois de a estátua de Borba Gato ter sido incendiada por vândalos na capital paulista. Na quarta-feira 28, a Justiça de São Paulo determinou a prisão de Paulo Roberto da Silva Lima, conhecido como Paulo Galo, que confessou ter praticado o ato de vandalismo.

Luta armada

Marighella defendeu abertamente a violência como método de combate ao regime militar no Brasil (1964-1985). Ele foi um dos principais líderes de guerrilhas que encamparam a luta armada, como a Ação Libertadora Nacional (ALN).

A ALN teve participação no sequestro do embaixador dos Estados Unidos Charles Burke Elbrick, em 1969, e do então embaixador da Alemanha Ocidental, Ehrenfried von Holleben, em 1970. O grupo terrorista pedia a libertação de presos políticos de esquerda.

São atribuídos ao grupo, entre outros crimes, os assassinatos do executivo dinamarquês Henning Boilesen — que financiava ações do DOI-Codi, órgão repressor do Exército —, de Márcio Leite de Toledo, um militante da própria ALN, e de um capitão infiltrado das Forças Armadas.

Revista Oeste

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